2 mil denúncias de Maria da Penha no Distrito Federal (Correio Braziliense – 23/03/2016)

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Casos como esse, apesar de chocantes, não são exceções. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, nos dois primeiros meses do ano, foram registradas 2.296 ocorrências policiais com base na Lei Maria da Penha na capital. As regiões administrativas com o maior número de denúncias em 2016 foram: Ceilândia (17,7%), Planaltina (7,2%) e Gama (7%).
O DF é recordista de denúncias na Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ligue 180), da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O canal recebe 85 denúncias por hora, mais de 2 mil por dia, em todo o país. Do total de atendimentos, mais da metade (50,16%) foi de agressão física. Em seguida, vieram violência psicológica (30,33%), violência moral (7,25%), cárcere privado (5,17%) e denúncias sexuais (4,54%). Na comparação com 2014, houve aumento de 129% no número total de relatos de violências sexuais (estupro, assédio e exploração).

Para o psicólogo social do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) Leonardo Mello, especialista em violência de gênero, o aumento no número de casos, embora assuste a população, deve ser visto como um alerta. “Aparecer mais é um bom sinal, porque estamos revelando algo que antes acontecia, mas ficava escondido”, considera.

Professora

Mesmo com toda a divulgação, o caso da professora de 50 anos sequestrada e estuprada no Gama segue sem solução. Por volta das 19h do último domingo, dois homens a abordaram, enquanto ela dirigia, no Gama, para avisar que o carro estava pegando fogo. A mentira deu certo. Quando ela parou, eles a obrigaram a passar para o banco do passageiro e permanecer de olhos fechados.

A dupla a conduziu até uma casa no Entorno, onde um deles a estuprou. Em seguida, ao descobrirem que ela trabalhava em uma escola, em Valparaíso (GO), levaram-na até o local. Segundo a vítima, eles reviraram a instituição e roubaram alguns objetos, que ainda não foram identificados pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama), responsável pelo caso.

Às 5h de segunda-feira, os criminosos abandonaram a professora, no próprio carro, na DF-290, entre Céu Azul e Santa Maria. Ela foi ao hospital e, em seguida, encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML). Até o fechamento desta edição, os criminosos ainda não haviam sido encontrados.