30% dos casos de violência sexual, no Espírito Santo, começam na internet (ES Hoje – 15/12/2015)

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Dos 840 casos de violência infantil que foram solucionados neste ano pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), cerca de 30%, ou seja, 252 casos começaram a partir de interações do acusado com a vítima por meio de redes sociais. Para o delegado da DPCA, Lorenzo Pazolini, o principal fator que permite este contato virtual é o acesso crescente e fácil dos smartphones. Ele diz que sem orientação e fiscalização, crianças e jovens não fazem o uso seguro e não têm noção das consequências que o mau uso pode acarretar.

Fotos de crianças valem R$1 mil e vídeos com cenas de sexo chegam a custar R$10 mil em vendas clandestinas. Com a internet e a limitada legislação sobre crimes cibernéticos, a pedofilia e pornografia infantil passaram a ter uma nova forma de atuação, ainda mais complicada de se controlar. Por mês, no país, são criados aproximadamente mil novos sites e portais que abrigam conteúdo pornográfico infantil.

De acordo com a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco por meio de sua assessoria, 76% dos pedófilos do planeta estão no Brasil, além de o país comandar a lista mundial quando o assunto é pornografia infantil. No mapa da Polícia Federal (PF), o Espírito Santo está entre os três primeiros no ranking do número de casos de pedofilia: somente neste ano, até agora, foram indiciadas mais de 30 pessoas acusadas de praticar abuso. No Estado, dos 826 casos de violência contra menor, registrados de janeiro a abril deste ano, 386 são sexuais, ou seja, 46,7% dos crimes.

O chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal no Espírito Santo (PF-ES), o delegado Leonardo Rabello, afirma que nos últimos três anos, no Estado, as operações de combate à pornografia infantil prenderam nove pessoas. Ele acredita que o trabalho resultará em condenação dos investigados na Justiça Federal.

Ele conta que a identificação dos suspeitos é feita a partir do IP do computador em que foi acessado o conteúdo pornográfico. O delegado garante que é possível que sejam acessadas redes profundas que dificultam o acesso a esse dado, mas que existem rastros de qualquer forma. De acordo com Rabello, a Polícia Federal (PF) conta com a ajuda de dois grandes órgãos internacionais: International Association of Internet Hotunes (INHOPE) e NCMEC – ambas filantrópicas.

Pedro Permuy

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