84% das agressões contra mulheres em Macapá ocorreram dentro de casa (G1/Amapá – 15/05/2016)

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Dados do MP-AP apontam que 1,4 mil mulheres foram agredidas em 2015. Pesquisa traçou perfil econômico e social de suspeitos e vítimas em Macapá

A maioria dos casos de violência contra a mulher em Macapá ao longo de 2015 aconteceu dentro da casa da vítima, segundo um levantamento feito pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP). Os dados apontam que 84% das agressões ocorreram no ambiente residencial e, destes, 39% foram no período noturno.
Os casos incluídos no estudo fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Mulher (CAOP) do MP, que traçou ainda um perfil dos agressores e das vítimas de violência.

O estudo descreve que na capital foram registrados 1.486 casos de violência doméstica. O levantamento estatístico calculou também que 68% das mulheres violentadas já sofreram outros episódios de humilhações, desrespeito ou agressões físicas, antes de denunciar a ocorrência na polícia pela primeira vez.
Com relação ao perfil do agressor, a pesquisa aponta que a maioria dos casos de violência é praticado por homens amapaenses, com idade entre 26 e 35 anos, com renda de até um salário mínimo.

No caso das vítimas, a pesquisa diz que a maioria é composta por mulheres amapaenses, com idade entre 26 e 35 anos, e sem renda. Isso influencia na dificuldade de ruptura no vínculo com o agressor, analisa o MP-AP.

“Percebe-se que ainda existe essa dependência econômica da mulher com o parceiro, o que resulta na permanência do convívio entre a vítima e o agressor”, disse a promotora da Mulher Alessandra Moro.

O levantamento informa que 60% dos casos são causados por motivos passionais, e em 26% o agressor estava sob o efeito de álcool. Os bairros Congós e Brasil Novo registraram o maior número de incidência de violência doméstica contra a mulher, com 7%, cada.

Os crimes de lesão corporal são os mais praticados, abrangendo 45% dos casos, seguidos das ameaças, com 40%, e crimes contra a honra, apresentando 9%. De acordo com a promotora, o relatório estatístico tem como objetivo fornecer elementos que possam contribuir para elaboração de políticas públicas de combate a essa violência no estado.

“Nossa missão é levar informação à sociedade e garantir que a Lei Maria da Penha seja efetivamente aplicada. A mulher, mais consciente dos seus direitos, sente-se menos intimidada e com mais coragem para denunciar seu agressor”, completou.

Jéssica Alves
Do G1 AP

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