A cada quatro dias, uma mulher é estuprada no Mato Grosso de Sul (Correio do Estado – 06/05/2013)

Três delegadas coordenam os trabalhos na Deam : Marília Brito, Rosely Molina e Fernanda Félix (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado )

Três delegadas coordenam os trabalhos na Deam : Marília Brito, Rosely Molina e Fernanda Félix (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado )

A quantidade de estupros contabilizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) aumentou em 50% de janeiro a abril deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Em 2012, foram 20 denúncias e até o quarto mês de 2013, 30. O número representa um crime sexual cometido a cada quatro dias da semana. Para Rosely Molina, delegada titular da Deam, o número é preocupante, entretanto imprevisível. Na avaliação dela, as mulheres são pessoas muito vulneráveis o que pode torná-las vítimas a qualquer momento. Um dos últimos casos que entrou na delegacia foi na sexta-feira, dia 3. A vítima, de 43 anos, foi estuprada há cerca de 20 dias e decidiu procurar a polícia apenas na sexta-feira depois de ver o estuprador, chamar a polícia e ser orientada a fazer o registro. Ela relatou não ter feito a denúncia anteriormente por medo e constrangimento.

Destas 30 ocorrências, 17 tiveram autoria conhecida, o que quer dizer que a vítima apontou quem fora o estuprador. O que mais chama atenção é que grande parte dos abusadores fazem parte do convívio familiar das vítimas, assim como nos crimes cometidos em menores de idade.

“Eles podem ser pais, tios, irmãos e até maridos”, revela Molina. Em reportagem divulgada no mês passado pelo Correio do Estado, a delegada Regina Márcia Motta da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) diz que mais de 80% dos abusos ocorrem no meio familiar.

Laura Holsback

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