A rota do tráfico em vídeo da Secretaria da Justiça de São Paulo(Gov SP – 06/05/2013)

Em tempos de globalização, a falta de conhecimento sobre direitos humanos elementares continua sendo um dos maiores desafios da humanidade, que ainda esbarra em crimes antigos como o tráfico de pessoas.

Para dar visibilidade ao problema, que ocorre de forma velada, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania compilou informações e produziu uma animação que permite visualizar a rota do tráfico humano tendo o Estado de São Paulo como referência latino-americana.

Dados de atendimentos registrados pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, programa da Secretaria da Justiça, balizam políticas públicas de enfrentamento ao crime e de amparo às vítimas. O balanço revelou a forte influência da mídia – seja como ficção, no caso da novela Salve Jorge, seja como cobertura jornalística – no aumento de denúncias no início de 2013 em São Paulo.

Segundo o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria da Justiça, houve crescimento de 44% no número de vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual ou para trabalho em condições análogas à escravidão, ante o mesmo período de 2012. De janeiro a março, foram registrados 11 casos com 85 vítimas atendidas pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, contra nove casos com 59 vítimas no mesmo período do ano passado.

Rota do tráfico humano

A animação apresenta casos registrados pela Secretaria da Justiça em 2011 e 2012. Alguns casos ocorreram em anos anteriores entre 2009 e 2010, mas foram contabilizados nos anos subsequentes. O movimento sobre o globo destaca a saga de 255 pessoas marcadas pelo tráfico em São Paulo.

Como destino, o maior número de casos (14) são oriundos da Bolívia, com 103 vítimas exploradas principalmente no trabalho escravo. Colômbia, Paraguai e Peru também estão entre os países com vítimas traficadas para São Paulo. Entre as vítimas brasileiras aliciadas para São Paulo, destacam-se as de regiões Norte e Nordeste. O Pará é o estado com o maior número de casos registrados pelo Núcleo – cinco casos, com 102 vítimas. Também há casos com vítimas vindas do Amazonas, Bahia, Maranhão, Piauí, Ceará e Paraíba.

Na rota para o exterior, o Núcleo contabilizou 14 vítimas com origem ou passagem por São Paulo para a Rússia, India, Brasil, México e Bélgica.

Campanha da Fraternidade de olho na Copa de 2014

“A informação é a nossa maior aliada. Digo isso como cidadã e como representante do poder público”, explicou Juliana Armede, coordenadora dos programas de enfrentamento ao tráfico de pessoas e combate ao trabalho escravo, em depoimento concedido a documentário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tráfico humano foi escolhido como tema da Campanha da Fraternidade de 2014, que evoca o princípio da liberdade cristã no combate às violações de direitos decorrentes desse tipo de crime.

Juliana destacou a importância da atuação integrada entre setores do poder público e da sociedade civil no enfrentamento ao tráfico. A Campanha da Fraternidade é uma das iniciativas contra a exploração ilegal decorrente do aumento do fluxo de migrantes nas grandes metrópoles e do trânsito de estrangeiros durante eventos mundiais que serão sediados no Brasil (Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016).

Anésia Mirabili
Assessora de Comunicação

 

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