Ação de proteção à mulher cresce em Mauá (Diário de São Paulo – 06/01/2016)

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Com o programa desenvolvido em Mauá, GCM tira Lei Maria da Penha do papel para combater violência doméstica

A GCM (Guarda Civil Municipal) de Mauá implantou um programa de capacitação para preparação das equipes no atendimento ã ocorrências relacionadas à violência doméstica.

O programa Patrulhamento Lei Maria da Penha ajuda os guardas a orientar as vítimas deste tipo de violência. Segundo a GCM, desde agosto de 2014,180 mulheres que sofreram agressão doméstica foram atendidas. Dessas, 45 acabaram encaminhadas a serviços de saúde, assistência social e geração de trabalho e renda.

A iniciativa partiu da demanda identificada pelas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública e teve sua eficácia reconhecida pelo GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal). As atividades deste grupo norteiam as ações integradas da política de segurança pública no município e reúnem representantes da prefeitura, polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, entre outros.

Segundo a delegada titular da Delegacia da Mulher, Helena Vieira de Lima, 80% das ocorrências atendidas no local estão relacionadas à violência doméstica. “A vítima, geralmente, tem baixa autoestima, dependência emocional ou material do agressor, que costuma acusá-la de ter provocado a reação violenta. Muitas vezes, o agressor promete que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, o que não corresponde à realidade”, afirmou a policial.

RECOMPENSA/ O diferencial do projeto está na atenção prestada pela Guarda Municipal. Ivani de Souza Moura é GCM há 21 anos, Marcelo Moreira da Silva há 19 e Walter Lima há 15. Eles circulam aproximadamente 130 km todos os dias com uma viatura, mas a quilometragem diminui quando há um caso de violência doméstica, pois precisam às vezes de horas para o atendimento, conforme con tam os três. “É um trabalho importante”, disse Lima.

A vítima, Andréia, tem três filhos e foi amparada pela primeira vez há seis meses. “Ela tinha autoestima baixa, era insegura, totalmente dependente do marido, hoje superou todas as barreiras. Trabalha, paga seu aluguel e cria os filhos”, contou o GCM Moura.

Em um ano e meio, 180 mulheres foram atendidas pelo serviço oferecido.

Loli Puertas