Acre é o quarto estado do Brasil com mais casos de violência contra a mulher e TJ-AC debate tema (G1 – 21/11/2017)

São mais de 3 mil processos em tramitação em Rio Branco. Debate faz parte da 9ª Semana de Paz no Lar lançado na segunda-feira (20).

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que condenados por agressão contra mulher, enquadrados na Lei Maria da Penha, não têm direito a pena alternativa. Uma pesquisa aponta que o Brasil tem pelo menos 500 casos de agressões físicas por hora contra a mulher.

Isso representa mais de 4 milhões de brasileiras agredidas. E essa violência foi tema da 9ª Semana de Paz no Lar, no Fórum de Justiça de Rio Branco nesta segunda-feira (20), já que o Acre é o 4º estado do Brasil que mais tem casos de violência contra a mulher.

Muitas vezes o medo de denunciar ou até mesmo falar do assunto deixa mulheres que já foram agredidas assustadas.

“O Estado consegue trabalhar com as medidas protetivas, mas a violência ainda é muito grande e quando você está falando da violência em casa é ainda mais grave. Muitas vezes, a pessoa tem a coragem, tem sentimentos que são contraditórios em relação a essa denúncia. Então, o silêncio não nos ajuda”, pontuou a vice-governadora Nazaré Araújo.

Em Rio Branco, alguns centros são referências e ajudam no acolhimento e recuperação dessas vítimas.

“Nós sabemos que o Acre, Rio Branco, por ser capital, ainda tem alto índice de violência doméstica e a prefeitura de Rio Branco, através dos nossos centros de referência, que é casa Rosa Mulher e a casa Mãe da mata, apoia essa mulher que é vítima de violência e procura nossos serviços”, destacou Lidianne Cabral, secretária adjunta da Mulher do município.

O Fórum de Rio Branco tem atualmente três mil processos em tramitação e mais de sete mil inquéritos abertos. A desembargadora de justiça explica que tipo de ações estão sendo tomadas para reduzir esses números.

“Precisamos ter medidas de proteção e medidas de conscientização. O TJ-AC está a desenvolver um trabalho de conscientização nas escolas com as escolas municipais. E isso é um projeto a ser difundido para todo o estado, porque é dentro da escola que teremos a formação das futuras gerações”, finaliza a desembargadora de Justiça Eva Evangelista.

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