Acusado de matar companheira é condenado a 27 anos e nove meses de reclusão (TJPE – 31/08/2016)

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O microempresário Adriano Barbosa da Silva foi condenado, nesta quarta-feira (31/8), a 27 anos e nove meses de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Grasielle Pereira Calasans, vítima com quem o réu viveu em união estável por nove anos e teve um filho, de 4 anos de idade na época do ocorrido. A sessão do Tribunal do Júri do processo de número 0004174-47.2014.8.17.1090 foi presidida pela juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel, no Fórum da cidade do Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Sessão do Tribunal do Júri, na cidade do Paulista,  teve início às 9h30 (Foto: Francisco Shimada | Ascom TJPE)

Sessão do Tribunal do Júri, na cidade do Paulista, teve início às 9h30 (Foto: Francisco Shimada | Ascom TJPE)

A juíza Danielle Burichel iniciou a sessão do Júri às 9h30. Inicialmente, houve o sorteio dos jurados para a composição do Conselho de Sentença, que foi formado por quatro homens e três mulheres. Na sequência, realizou-se a leitura das cópias da denúncia, da pronúncia e do relatório do processo pelos membros do Conselho. Adriano Barbosa da Silva foi acusado de provocar a morte de sua ex-companheira mediante esganadura, no interior da suíte de um motel, na cidade do Paulista, em 8 de junho de 2014.

Com o requerimento de dispensa das testemunhas pelo promotor de Justiça Allison de Jesus Cavalcanti de Carvalho – deferido pela juíza Danielle Burichel, sem oposição da defesa, formada pelos advogados Severino Cirino de Araújo e Juliana Rosa da Silva Marques – teve início o interrogatório do réu pela magistrada. Em seguida, houve o debate entre acusação e defesa, sem a necessidade de réplica e tréplica. Com o fim dos debates, o Conselho se reuniu para responder aos questionamentos e decidir se o réu seria condenado ou absolvido.

À tarde, o Conselho de Sentença acolheu a tese condenatória, e a juíza lavrou a pena de 27 anos e nove meses em regime fechado ao réu por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe (ciúme e possessividade); forma cruel (asfixia); e sem possibilidade de defesa à vítima (surpresa). Os advogados de defesa apresentaram recurso. Os autos seguem para o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para apreciação da apelação. Adriano Barbosa da Silva, que se encontrava preso preventivamente desde 3 de dezembro de 2015, no Presídio de Igarassu, para garantia da ordem pública, foi reconduzido à unidade prisional. A sessão de julgamento foi encerrada por volta das 15h40.

Texto e foto: Francisco Shimada | Ascom TJPE

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