Acusado de matar Mariane Telles em SC é condenado a 31 anos de prisão (G1/ Santa Catarina – 26/02/2016)

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Ele terá que cumprir pelo menos 2/5 da pena em regime fechado. MP entende que ele matou adolescente para ocultar estupro

Vagner Fernandes do Nascimento, de 22 anos, foi condenado na tarde desta sexta-feira (26) a 31 anos de reclusão e 10 dias de multa pela morte de Mariane Telles, de 17 anos, em março de 2015. Ele terá que cumprir pelo menos dois quintos da pena em regime fechado. Até agora, cumpriu 287 dias. Foi condenado por homicídio triplamente qualificado, como queria o Ministério Público de Santa Catarina.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Joaçaba, no Oeste catarinense. A audiência começou às 9h e terminou por volta das 17h desta sexta.

Vagner era jardineiro no local onde Mariane Telles fazia estágio. Ele confessou o crime e foi preso em maio.

Assassinato no trabalho

Mariane Telles, de 17 anos, desapareceu em março de 2015. Ela foi vista pela última vez no Senai de Joaçaba, onde fazia estágio. Um mês depois, o corpo foi encontrado no interior de Jaborá, a cerca de 40 quilômetros de Joaçaba.

Vagner disse à polícia que a garota reagiu a uma tentativa de estupro e que, com medo, ele a matou com uma corda de nylon, por asfixia. Segundo a polícia, o crime aconteceu em uma sala utilizada como depósito, no local de trabalho de ambos.

Após matar a jovem, Vagner deixou o corpo nos fundos da instituição onde eles trabalhavam. Depois, colocou dentro do porta malas do carro e levou até Jaborá, onde o corpo foi localizado por trabalhadores durante a colheita do pinhão na localidade de São João do Jacutinga.

Mariane foi encontrada em uma propriedade, o corpo estava ao ar livre. Devido ao avançado estado de decomposição, o reconhecimento foi realizado por arcada dentária.

Rosto de Mariane

Os amigos da jovem foram ao júri usando camisetas com a foto da menina e passagens bíblicas. A família, emocionada com a situação, preferiu não conversar com a RBS TV.

O pastor da igreja que a adolescente frequentava estava no julgamento e afirmou ter confiança na Justiça. “Dê a César o que é de César. A justiça divina temos certeza de que será feita. Esperamos que a dos homens também a conheçam”, afirmou Daniel Dammann.

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