Agressor vai a Júri por tentativa de homicídio qualificado e cárcere privado em Belém (MPPA – 29/10/2014)

Ocorre no Fórum Criminal de Belém, hoje, 29, a partir das 8h, o julgamento que tem por réu Rafael Monteiro Castanheira Iglesias Filho, acusado de praticar os crimes de tentativa de homicídio qualificado e cárcere privado contra a vítima Bruna Monteiro Leray. O 3º Promotor de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, Franklin Lobato Prado, atua no júri.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado, a vítima foi mantida em cárcere privado, torturada psicologicamente e agredida por seu namorado. Os dois tiveram um relacionamento amoroso por cerca de cinco anos. “Durante esse tempo o acusado se tornou altamente agressivo e obsessivo, perseguindo a vítima por motivos absurdos, tomado por um ciúme doentio e sentimento de propriedade para com ela. Por diversas vezes a vítima tentou dar um basta no relacionamento, porém, sempre era chantageada e ameaçada pelo acusado caso o fizesse”, disse o promotor de Justiça Franklin Prado.

A acusação pede que o denunciado seja julgado e condenado pela prática do crime de tentativa de homicídio doloso. A pena prevista é de 6 (seis) meses a 20 (vinte) anos de reclusão.

Denúncia

Nos dias 13 e 14 de março de 2013, a vítima foi mantida em cárcere privado, torturada psicologicamente e agredida por seu namorado, após decidir-se a pôr um fim no relacionamento. Segundo Bruna, no dia do ocorrido o acusado foi até a sua casa sob o pretexto de entregá-la um presente, porém, no momento em que esta foi até a porta para recebê-lo, o acusado sacou uma arma branca, tipo faca, e ameaçando-a, ordenou que ela entrasse em seu carro, tendo esta obedecido; levou-a para sua residência e a manteve amarrada com fios de computador, além de cortar seus cabelos e a debochar.

No dia seguinte a vítima conseguiu fugir, mas ao chegar a sua residência, no momento em que abria o portão de sua casa para entrar, Rafael chegou dirigindo seu veículo com intuito em matar a namorada que o rejeitava, e foi em sua direção atropelando-a. Ela, seriamente ferida e incapaz de se erguer, clamou por socorro. O acusado ao perceber que ela ainda estava viva desceu do carro e passou a estrangulá-la para finalizar seu intuito assassino, sendo impedido pela intervenção de vizinhos e outros populares que socorreram a vítima e detiveram o denunciado. Acionada a polícia o acusado foi preso em flagrante.

O réu negou a autoridade dos fatos e quanto ao atropelamento diz que foi sem intenção.

Letícia Miranda

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