Alagoas é o 13º estado a formalizar adesão ao ‘Mulher, Viver sem Violência’ (SPM-PR – 06/11/2013)

Ministra da SPM entrega as chaves de unidade móvel ao governador Teotônio Vilela e à secretária de Mulheres, Kátia Born (Foto: Aparecida Gonçalves/SPM)

Ministra da SPM entrega as chaves de unidade móvel ao governador Teotônio Vilela e à secretária de Mulheres, Kátia Born (Foto: Aparecida Gonçalves/SPM)

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), firmou na manhã desta quarta-feira (06/11), em Maceió, a adesão de Alagoas ao programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, do governo federal. A cooperação foi estabelecida com o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL); o prefeito de Maceió, Rui Soares Palmeira (PSDB-AL); o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Carlos Malta Marques; o defensor público-geral, Daniel Coêlho Alcoforado Costa; e representante da Procuradoria-Geral do Estado.

Na ocasião, a ministra da SPM entregou a primeira das duas unidades móveis para acolhimento às mulheres em situação de violência no campo e na floresta de Alagoas. Os veículos percorrerão as áreas rurais, levando direitos e facilitando o acesso das mulheres à Lei Maria da Penha.

“São dois equipamentos a fazer os mutirões. Alagoas só sairá do ranking do Mapa da Violência, se todos os municípios tiverem políticas para as mulheres. Os equipamentos hoje entregues ajudarão muito as mulheres”, disse a secretária de Políticas para as Mulheres de Alagoas, Kátia Born. Em sua fala, agradeceu a presidenta Dilma e a ministra Eleonora pela iniciativa.

Atualmente, o estado conta 22 coordenadorias de mulheres. Ocupa a segunda posição do ranking nacional de assassinato de mulheres, e a Maceió o terceiro lugar dentre as capitais, conforme dados de 2012.

Margaridas – Representantes das camponesas, Ilda Maria valorizou o esforço do governo federal em incluir as rurais no acesso à Lei Maria da Penha e direitos sociais. “Estamos de mãos dadas e, dessa forma, conseguiremos dar um basta à violência. Para nós, ministra, a Marcha das Margaridas virou um marco na história das mulheres do campo e da cidade. Estamos representando e simbolizando a Marcha das Margaridas”. E considerou a complexidade das políticas para enfrentamento à violência de gênero. “Se não chegar até a última mulher na ponta, o combate à violência não terá cumprido o seu papel”, completou.

Casa da Mulher Brasileira – O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Carlos Malta Marques, considerou que a Casa da Mulher Brasileira – outro eixo estratégico do ‘Mulher, Viver sem Violência’ – em conjunto com o Brasil Mais Seguro “reduzirão os índices que tanto me envergonho”.

O defensor público-geral de Alagoas, Daniel Coelho, reforçou a importância da rede de atendimento especializado. “É com a integração dos diversos poderes e serviços para as mulheres, como essa política que está sendo lançada hoje, em Alagoas, que chegaremos à eliminação da violência contra as mulheres”.

Parcerias pelo Brasil – Até o momento, o programa soma 13 adesões: Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Em conjunto com o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o ‘Mulher, Viver sem Violência’ tem como metas: construção, reforma predial, equipagem e manutenção da Casa da Mulher Brasileira – uma por capital; transformação da Central de Atendimento à Mulher- Ligue 180 em disque-denúncia; organização dos serviços na saúde e na coleta de vestígios de crimes sexuais, em parceria com os ministérios da Saúde e da Justiça; criação de seis centros de atendimento em fronteiras secas para enfrentar o tráfico de mulheres; campanhas continuadas de comunicação para prevenção da violência; e unidades móveis para o acolhimento de mulheres rurais.

Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM

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