Alerj estudará como coibir violência contra mulheres nas universidades (G1/Rio de Janeiro – 24/05/2016)

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Comissão promoveu audiência pública para discutir o problema. Deputada sugere que leis possam ser criadas para garantir punição

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se comprometeu a estudar propostas para coibir a violência contra mulheres nas universidades. A decisão foi anunciada após audiência pública para discutir o tema.

De acordo com a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), presidente da Comissão, entre as propostas discutidas na audiência pública estão a realização de debates nas universidades sobre a violência contra a mulher. Nas instituições estaduais, a parlamentar sugeriu a possibilidade de criar projetos de lei com foco na punição de agressores, como o afastamento deles da universidade, e realização de concurso para agentes de segurança.

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Segundo a deputada, novas reuniões serão promovidas pela Comissão para discutir o tema que, segundo ela, não se esgota.

A audiência pública foi realizada nesta segunda-feira (23) e contou com a participação com representantes de coletivos de mulheres da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo), da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Entre as principais denúncias apresentadas na sessão estão a falta de segurança dentro e fora dos campi, falta de recursos para a melhoria de infraestrutura das universidades, assédios ocorridos dentro e fora de salas de aula, estupros cometidos nos campi, no caminho para as universidades e durantes festas universitárias.

Página no Facebook criada em 2013 reúne relatos de mulheres sobre abusos sexuais sofridos nas dependências do campus em Seropédica. (Foto: Reprodução/Facebook)

Página no Facebook criada em 2013 reúne relatos de mulheres sobre abusos sexuais sofridos nas dependências do campus em Seropédica. (Foto: Reprodução/Facebook)

As representantes da UFRRJ citaram a criação por parte de alunas da instituição de uma página no Facebook intitulada “Abusos cotidianos – UFRRJ”. Com mais de 600 registros desde que foi criada, em 2013, ela tem como objetivo denunciar a violência sofrida pelas mulheres na universidade, localizada em Seropédica. Há relatos de casos ocorridos desde 1970.

Também presente na audiência, a delegada da Divisão de Proteção à Mulher da Polícia Civil, Gabriela Von Beauvais, destacou a importância das vítimas de abusos registrarem os casos na delegacia. Ela destacou que em caso de mau atendimento do policial, a vítima pode procurar a ouvidoria ou a procuradoria da polícia, ou o centro de atendimento ao cidadão, vinculado à Polícia Civil.

Participaram também da audiência pública representantes das reitorias da UERJ e UFF, do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Rio (Sintuperj), da União Brasileira de Mulheres (UBM) e da União Nacional dos Estudantes (UNE) também estavam presentes.

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