Alguns números sobre a violência contra as mulheres no mundo

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido qualquer violência físico e/ou sexual praticada por parceiro íntimo ou violência sexual por um não-parceiro em algum momento de suas vidas. Ao mesmo tempo, alguns estudos nacionais mostram que até 70% das mulheres já foram vítimas de violência física e/ou sexual por parte de um parceiro íntimo.

A ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que de todas as mulheres que foram vítimas de homicídio no mundo em 2012, quase metade foram mortas pelos parceiros ou membros da família.

Estudo realizado em Nova Deli em 2012 mostrou que 92% das mulheres indianas relataram haver sofrido algum tipo de violência sexual em espaços públicos ao longo da sua vida e 88% declararam ter sido alvo de algum tipo de assédio sexual verbal (incluindo comentários indesejados de natureza sexual, assobios ou gestos obscenos).

Gráfico: Estudo Multipaíses OMS, 2002 - prevalência da violência por parceiro íntimo

Gráfico: Estudo Multipaíses OMS, 2005 – prevalência da violência por parceiro íntimo

Cerca de 120 milhões de garotas em todo o mundo (pouco mais de 1 em 10) tiveram relação sexual forçada ou outros atos sexuais forçados em algum momento de suas vidas. De acordo com estudo do Unicef, os agressores sexuais mais comuns são os atuais ou ex-maridos, companheiros ou namorados.

Mulheres e meninas juntas representam cerca de 70% das vítimas de tráfico humano no mundo, sendo que as meninas representam duas em cada três vítimas, segundo dados da ONU.

Na União Europeia, uma em cada 10 mulheres disseram já haver sofrido assédio pela internet, incluindo ter recebido de forma indesejada mensagens via SMS ou e-mails explícitos, sexualmente ofensivos, ou abordagens inadequadas em redes sociais). O risco é maior entre as mulheres jovens entre 18 e 29 anos.

Fonte: Facts and Figures: Ending Violence against Women (UN Women)

No Brasil, mais de 20% das mulheres que haviam sido agredidas alguma vez declararam já haver sofrido violências físicas em mais de cinco ocasiões.

Impacto da violência contra as mulheres sobre as crianças – As crianças que crescem em famílias em que o parceiro agride a mulher podem sofrer uma série de distúrbios comportamentais e emocionais que podem estar associados com essa violência ou com a experiência da violência mais tarde em sua vida.

A violência doméstica também tem sido associada com maiores taxas de mortalidade neonatal e infantil e morbidade (por exemplo, diarreia, desnutrição, doenças).

Acesse em pdf o resumo executivo (1 MB) do Estudio multipaís de la OMS sobre salud de la mujer y violencia doméstica contra la mujer (OMS, 2005)

Custos sociais e econômicos – Vários estudos apontam que os custos sociais e econômicos da violência contra as mulheres são enormes e têm efeito cascata em toda a sociedade. As mulheres podem sofrer vários tipos de incapacidade – passageira ou não – para o trabalho, perda de salários, isolamento, falta de participação nas atividades regulares e limitada capacidade de cuidar de si própria, dos filhos e de outros membros da família. Saiba mais: O alto custo da violência de gênero na economia, por Rebeca Tavares

Leia também: O que há por trás da alta taxa de estupro na Suécia? (BBC Brasil – 18/09/2012)