ALMS lança 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulher (ALMS – 24/11/2016)

As atividades da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres tiveram início na manhã desta quinta-feira (24/11), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Simultaneamente, está sendo lançado o Dia Estadual de Mobilização pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, instituído pela Lei 4.784, de autoria do deputado Professor Rinaldo (PSDB).

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Luciana Azambuja Roca, subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, usou a tribuna durante a sessão ordinária para informar as ações de mobilização programadas pelo Governo do Estado para divulgar os mecanismos legais existentes para coibir a violência de gênero, feminicídio, tráfico de mulheres e assédio sexual e moral.

Blitz educativa, panfletagens em terminais de ônibus, rodas de conversas com famílias beneficiadas pelo Programa Vale Renda, palestras nas escolas, seminário e capacitação direcionada às servidoras estaduais são os principais atos da campanha. “Precisamos juntar esforços para sairmos de um Estado que amarga uma triste liderança quando se fala de crimes contra a mulher. Ensinar não só os mecanismos de direitos, mas falar para os homens que não existe desculpa para agressões, pois existem leis. A cada uma hora e meia uma mulher é morta pelo simples fato de ser mulher. A cada onze minutos uma mulher sofre estupro. São números elevados e precisamos reverter essa grave situação”, disse Luciana.

A campanha vai até 10 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. O lugar político da mulher foi outro assunto debatido na sessão. Pedro Kemp (PT) falou da discriminação no trabalho e registrou a violência sofrida pela vereadora Maria Donizete dos Santos, de Porto Murtinho, agredida por outro parlamentar. “Lutamos para que as mulheres cheguem aos espaços institucionais. É um absurdo que, ao conquistar este lugar, essa mulher sofre violência, justificada por um machismo imperado. Não podemos admitir este comportamento nos Parlamentos, espaços de representação popular”.

Amarildo Cruz também lamentou o fato e afirmou que apresentará uma Moção de Repúdio. “Não existe justificativa pela agressão sofrida pela vereadora Maria Donizete. A moção de repúdio é para condenar veemente o ato. Reprovamos a intolerância como esta”, comentou Amarildo.

Por: Heloíse Gimenes

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