Amazonas é o 13º em denúncias sobre casos de violência sexual (D24am – 03/07/2016)

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Com 4.472 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes em cinco anos, o Estado está à frente de locais como Sergipe e Piauí.

Amazonas ocupa a 13ª posição entre os Estados brasileiros com o maior número de casos de violência sexual relatados ao Disque 100, nos últimos cinco anos, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR). Com 4.472 denúncias, no período, o Amazonas está à frente de Estados como Sergipe e Piauí, palcos de quatro estupros coletivos de adolescentes, em pouco mais de um ano.

Segundo a delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o Disque 100 é uma ferramenta importante que encoraja as vítimas a denunciarem a situação de violência a que estão submetidas, devido à garantia de anonimato ao denunciante. “É importante, ainda, que haja o fortalecimento dos órgãos de proteção, como os conselhos tutelares que apuram essas denúncias”, disse.

Entre 2011 e 2015, São Paulo (16.392), Bahia (14.535), Rio de Janeiro (12.829), Minas Gerais (11.345) e Rio Grande do Sul (7.123) foram os Estados com mais denúncias de crimes sexuais contra menores, via telefone.

No Amazonas, no período analisado, 2011 e 2012 ocuparam o 11º e 12º lugar no ranking nacional, com 1.013 e 1.221 denúncias de violência sexual, respectivamente. Em ambos os anos, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideraram em crimes do tipo.

Cenários de estupros coletivos que chocaram a sociedade, entre 2015 e este ano, Piauí e Sergipe são alguns dos Estados que, conforme as estatísticas da SDH, estão abaixo do Amazonas no ranking nacional dos últimos cinco anos, em termos de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Com 2.409 queixas, entre 2011 e 2015, o Piauí ocupa o 21º lugar. Já Sergipe, com 1.385 casos, está na 23ª posição.

A delegada Juliana Tuma orienta que os denunciantes, antes de ligarem para o Disque 100, coletem o máximo de informações sobre a vítima, o agressor e a violência praticada. Nome completo, o endereço da criança ou adolescente e do local onde os abusos ocorrem são alguns dos detalhes que facilitam o início das investigações. “É importante que a pessoa, quando for fazer a denúncia, tenha o máximo de informações possível. Horários em que as supostas violações de direitos estão acontecendo e um ponto de referência de onde a vítima mora são dados importantes”, disse.

A resistência das vítimas e das famílias em quebrar o silêncio e denunciar os casos de violência sexual praticados no seio familiar é uma das dificuldades da identificação de crimes sexuais, de acordo com Tuma.

Annyelle Bezerra – DIÁRIO do Amazonas

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