Assistência Social da Polícia Militar de SP atua em casos de violência doméstica

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Neste dia 15 de maio é comemorado o Dia dos Assistentes Sociais, e para celebrar a data a Polícia Militar de São Paulo promoveu hoje palestras sobre o trabalho dos profissionais que atuam na instituição.

Nos casos de violência doméstica que envolvem policiais militares, o CAS (Centro de Apoio Social da PM) presta apoio jurídico aos integrantes da corporação e orientação psicossocial às famílias, segundo o tenente coronel Alberto Tamashiro, chefe do Centro.

Tamashiro aponta a cultura social de violência como um elemento que impacta fortemente nas relações de agentes da segurança com seus familiares e que, por vezes, resultam no crime de agressão às mulheres. “Existem, sim, casos de violência doméstica. Vivemos em uma sociedade violenta e o que ocorre é que os policiais trabalham atendendo essas violências e chegam em casa desgastados. E é aí que intervimos para garantir o direito da vítima e sua proteção. Quando acontece o relato de violência doméstica por parte de policiais militares, o caso pode ser encaminhado à Corregedoria e são tomado todos os procedimentos legais em relação a esta violência”.

O CAS atua quando a polícia recebe notificações em que o serviço é necessário ou quando o policial procura o órgão para orientação e auxílio.

Para a cabo Eliana da Silva, assistente social da PM, o maior desafio enfrentado no atendimento biopsicossocial é o suporte do Estado. “As vezes, por exemplo, a família precisa sair do local em que está por estar em situação de violência, e não tem condições financeiras de arcar com os custos da mudança. Então temos sempre que pedir ajuda de instituições para conseguir prestar um serviço pleno.”

As palestras e homenagens ao Dia dos Assistentes Sociais aconteceram nesta sexta-feira na sede do Centro de Operações da Policia Militar de São Paulo. Hoje o Brasil conta com 120 mil profissionais da área, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. E segundo a professora do curso de Serviço Social da Faculdade Anhanguera, Márcia Baco, o dever do profissional é orientar a população quanto aos seus direitos para uma vida digna e justa.

Tainah Fernandes
Portal Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha