Atendimento às mulheres é destaque em reunião sobre segurança (Jornal de Jundiaí – 10/06/2015)

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O atendimento às mulheres vítimas de violência em Jundiaí foi o tema da reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), órgão da Prefeitura de Jundiaí responsável pela integração das forças de segurança da cidade. O quinto encontro do ano, realizado ontem, na Sala de Situação do Paço Municipal, mostrou o trabalho do poder público no acolhimento às vítimas e de ações que auxiliam na prevenção de crimes contra as mulheres.

A partir do atendimento médico prestado nestes casos, a Secretaria de Saúde já conta com um sistema de notificação responsável por desencadear diversas ações da prefeitura. “A partir desta comunicação de violência contra a mulher, é feita uma investigação dos procedimentos adotados para os encaminhamentos necessários. Além do atendimento médico, há também o acompanhamento psicológico e social”, explica Roberta Ribeiro, da Vigilância Epidemiológica.

Esta “rede de atendimento” tem início no Hospital Universitário (HU), onde os casos emergenciais são verificados, e segue para o Ambulatório da Mulher, que faz todo o acompanhamento. “O registro de maior incidência para casos de violência parte do âmbito familiar”, ressalta Roberta.

O assessor especial de Saúde, Antônio Roberto Stivalli, lembra que os dados obtidos pela Vigilância Epidemiológica dão a oportunidade para que se possa desenvolver estratégias de prevenção da violência contra as mulheres. “Inclusive para ações com o próprio agressor, que no passado pode ter sido vítima também deste tipo de crime. O trabalho tem como objetivo que ele não volte mais a executar isso, não somente aplicando punições mas com uma mudança de comportamento.”

Na prática – A titular da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, Marilza Campos, destaca o trabalho de conscientização da atual administração. “Com a coordenadoria, pudemos nos aproximar das mulheres e trazê-las à reflexão com palestras e informativos a respeito da violência, inclusive apresentando a Lei Maria da Penha“. Ainda conforme Marilza, pelo menos 10 mil mulheres receberam essas informações em 2014.

Cláudio Nitsch Medeiros, representante da Diretoria Regional de Ensino, pediu que este trabalho da Coordenadoria da Mulher seja estendido às escolas estaduais de ensino médio. “As jovens podem não ter sofrido estas agressões, mas têm parentes que vivem isso ou conhecem alguém nessa situação. Podemos passar isso aos professores, também, para que sejam multiplicadores destes ensinamentos”.

Convidada pelo coordenador-executivo do GGIM, José Carlos Pires, a delegada Lígia Capeletti Basile Bonito, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mostrou um panorama sobre o trabalho em Jundiaí e as principais ocorrências registradas. “Os casos de lesão corporal e ameaças são a maioria, principalmente dentro de casa”, lembra.

Segundo a delegada, embora o perfil do agressor não tenha sofrido alteração ao longo dos anos, a maneira de conseguir realizar o crime se modernizou. “Há relatos de mulheres que conheceram pessoas pelo Facebook, se conheceram pessoalmente e o homem já buscou a relação sexual. E a recusa por parte da mulher gera a agressão.”

Os casos de agressão, ainda conforme a delegada, têm como fatores desencadeadores a falta de dinheiro, excesso de bebidas alcoólicas e consumo de drogas. Participaram ainda da reunião integrantes das secretarias municipais, 19º Grupamento de Bombeiros, 49º Batalhão da Polícia Militar do Interior e Defesa Civil.

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