Atendimento às vítimas de violência por parceiro íntimo é tema de curso da Saúde (Gov. Goiás – 12/06/2015)

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A violência cometida rotineiramente por parceiro íntimo é uma realidade que pode e deve ser transformada pelo acolhimento e escuta para uma prática voltada às necessidades da população. Com este propósito, o Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias Estaduais da Saúde, está oferecendo aos profissionais e gestores da área um curso de ensino a distância que permite aos participantes o reconhecimento dos sintomas e lesões decorrentes das agressões sofridas pelas vítimas e a realização da identificação, amparo e encaminhamentos adequados.

O curso denominado “Atenção a homens e mulheres em situação de violência por parceiros íntimos” tem carga horária de 120 horas, distribuídas em três meses. Os interessados podem fazer a inscrição por meio do site http://www.violenciaesaude.ufsc.br/curso. O curso também visa destacar aos profissionais e gestores como a violência se apresenta geralmente de forma diversa entre homens e mulheres e como esta questão está relacionada, dentre outros fatores, às construções de gênero.

Consta na programação do curso abordagens sobre Atenção a homem e mulher em situação de violência; Políticas públicas no enfrentamento à violência; Violência no contexto familiar; Rede de atenção às pessoas em situação de violência; Violência: definição e tipologia; e Violência e perspectiva relacional do gênero.

Ambulatório
A capacitação e atualização dos profissionais e gestores no atendimento aos casos de violência constitui uma das preocupações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) em função do avanço dos casos de agressão, cometidos na rua ou no domicílio, por parceiros íntimos. Desde 2000, a Saúde de Goiás tem no interior do Hospital Materno Infantil (HMI) o Ambulatório de Apoio às Vítimas de Violência Sexual, especializado em acolher, prestar a assistência interdisciplinar, oferecer medicamentos de prevenção à Aids e à gravidez no prazo máximo de 72 horas após o crime, fornecer o acompanhamento psicoterápico e encaminhar os pacientes ao médico psiquiatra, quando necessário.

Coordenado pela médica Marce Divina de Paula Costa, o Ambulatório de Apoio às Vítimas de Violência Sexual conta com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, assistntes sociais, psicólogos e enfermeiros. Atualmente, conforme a coordenadora, a unidade atende, em média, 40 vítimas de violência por mês, a maioria encaminhada pelas Delegacias de Polícia Civil e por unidades de saúde localizadas em Goiânia e em municípios da região metropolitana da capital.

Nesta semana, o Ambulatório de Apoio às Vítimas de Violência Sexual do HMI teve, entre os pacientes atendidos, a estudante de Direito N.L.A.S., de 24 anos, que foi sequestrada e agredida pelo ex-companheiro. A jovem recebeu a assistência clínica e social prestada pela equipe da unidade, mas mostrou-se forte para seguir adiante. Em suas declarações, ela destacou a importância de as vítimas da violência denunciarem os agressores e procurarem a ajuda especializada prestada pelo poder público.

A médica Marce Divina de Paula Costa informa que cerca de 60% das pessoas encaminhadas ao ambulatório do HMI têm mais de 12 anos. Os 40% restantes são crianças agredidas e abusadas sexualmente em casa ou na rua. O ambulatório, conforme a coordenadora, funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7 horas às 13 horas. Nos demais horários, as vítimas são atendidas nos Prontos-Socorros da Criança e da Mulher, também instalados no HMI.

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