Aumento dos casos de estupro preocupa delegada de proteção à infância (O Correio – 07/04/2016)

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O aumento do número de ocorrências que envolvem estupro em Cachoeira do Sul está preocupando a delegada de Proteção à Criança e Adolescente, Fabiane Bittencourt.

Ela revelou durante o programa Rádio Repórter, na Rádio Fandango AM/FM, que atendeu mais de 30 casos de vítimas de estupro no último mês. “Isso é absurdo,” frisou a delegada.

Delegada Fabiane Bittencourt: estupradores precisam ser afastados do convívio familiar e social (Foto: Cacau Moraes)

Delegada Fabiane Bittencourt: estupradores precisam ser afastados do convívio familiar e social (Foto: Cacau Moraes)

As principais vítimas desse tipo de ocorrência são crianças e mulheres. Fabiane destacou ainda que os casos de estupro de vulneráveis, ou seja, de menores de 14 anos, somam mais de 90% dos casos registrados na DPCA.

MÃE

Há casos, ressaltou Fabiane, em que as mães escondem a violência praticada contra os filhos para não perderem maridos ou companheiros ou para não ficarem sem alguém que as sustente.

Os casos chegam à DPCA por meio de denúncias feitas pelas escolas, Conselho Tutelar ou vizinhos das vítimas de violência sexual.

A delegada disse que não existe causa específica, mas esses casos envolvem criminosos que sofrem de perturbação. “Isso não é aceitável,” salientou a delegada.

“Os autores desse tipo de crime têm que ser presos, pois eles não podem ficar no convívio familiar e social,” alertou a titular da DPCA.

A delegada disse ainda que muitas crianças sofrem dupla violência neste caso, pois além de serem violentadas, às vezes, são tiradas de casa para viverem em instituição judicial.

“Quem tem que ser afastado de casa são os agressores”, disse a delegada, revelando que a maioria deles pertence à própria família, pois, segundo Fabiane, quem deveria proteger as crianças, na verdade, as agride.

ATENÇÃO

A DPCA e o Posto da Mulher possuem equipes específicas para atender a esse tipo de ocorrência e, na medida do possível, dar mais agilidade aos casos de estupro e violência sexual que chegam às autoridades policiais.

Por Luíz Bacedoni 

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