Cabo: MPPE consegue condenação em homicídio do homem que guardou corpo da mulher em tonel (MPPE – 10/08/2016)

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A tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi acolhida integralmente pelo Conselho de Sentença do julgamento do homicídio de Jacielma Vieira dos Santos, condenando Wellington Rodrigues Araújo a 23 anos, 9 meses e 8 dias de reclusão pelo crime de homicídio qualificado, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima (artigo 121, §2°, inciso IV, do Código Penal Brasileiro), bem como pelo crime de ocultação de cadáver, conforme previsão no artigo 211, do Código Penal.

O julgamento, presidido pelo juiz Luis Carlos Vieira de Figueiredo, ocorreu no dia 9 de julho, no Fórum Dr. Humberto da Costa Soares, no Cabo de Santo Agostinho.

O homicídio de Jacielma Santos foi no final de setembro de 2014 e gerou grande repercussão na comunidade. Após matar a companheira, o acusado colocou o corpo da vítima em um tonel que ficava na área de serviço da casa. Wellington Araújo se apresentou à Polícia Civil no início de março de 2015, quase seis meses depois do crime, e no mesmo dia ele foi preso em flagrante pela ocultação do cadáver. O casal tem uma criança de 5 anos, que viu a mãe morta.

A promotora de Justiça Criminal Cláudia Ramos Magalhães defendeu no Júri a tese de que o acusado cometeu o crime de forma dolosa, rechaçando tanto a versão de o Wellington Araújo de que teria sido de forma culposa por asfixia durante ato sexual quanto a versão da defensora pública de que se tratava de um homicídio simples.

Segundo a promotora de Justiça do Júri, que acompanhou o caso desde o início, a investigação da vida pregressa do casal custou esforços do MPPE que localizou e fez contato com a família da vítima em São Paulo e Minas Gerais. Cláudia Magalhães também requereu a quebra do sigilo bancário de uma conta da vítima, cujo cartão estava em posse do Wellington Araújo no dia em que ele foi preso, comprovando que ele movimentou a conta bancária da vítima por meses até a data da prisão. O caso teve muita repercussão tanto pelo fato de o réu ter deixado o corpo da vítima guardado em um tonel, como por ele ter passado a movimentar a conta da esposa na rede social para encobrir o crime.

Para o julgamento, o MPPE arrolou duas testemunhas, uma irmã de Jacielma Santos e a delegada que atuou no caso, Gleide Ângelo, para reforçar a tese de que o crime foi premeditado e que o acusado se apresentou à Polícia Civil após ultimato da família da vítima, que anunciou que viria a Pernambuco noticiar o desaparecimento de Jacielma.

“Acompanhei este caso desde o início. Sempre impressionou a frieza e a crueldade com que foi praticado. Foi muito custoso, mas uma resposta para a família e para a sociedade precisava ser dada. Um crime bárbaro como esse não pode ficar impune”, ressaltou Cláudia Magalhães.

Após a leitura da sentença do julgamento, a defesa ingressou com recurso para diminuir a pena.

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