Campanha de combate à violência doméstica é realizada no Acre (G1/AC – 27/11/2013)

Mulher vítima de violência em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Mulher vítima de violência em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Órgãos públicos que fazem parte da Rede de Atendimento à Mulher promovem uma campanha de combate à violência doméstica. São ’16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher’, com início na segunda-feira (25) e duração até o próximo dia 10 de dezembro. As atividades ocorrem na capital, Cruzeiro do Sul, Brasiléia, Feijó e Sena Madureira.

De acordo com a promotora de Justiça Dulce Helena, da promotoria de Violência Doméstica e Familiar, essa é uma campanha internacional que pretende sensibilizar e evidenciar junto à população a questão da violência contra a mulher.

“Estamos chamando a sociedade, o governo, as autoridades em geral, os órgãos que fazem parte da rede, para abraçar essa luta e não somente cessar a agressão contra a mulher punindo o agressor, mas principalmente, dar apoio à mulher, os serviços que ela necessita, para que ela saia dessa condição de vítima de violência doméstica e tenha um poder maior, tenha a cidadania garantida”, diz.
Diversas atividades estão programadas para ocorrer durante os 16 dias de campanha, desde exibições de filmes com debate, palestras, oficinas e mutirões judiciários.

“Todos os órgãos estão fazendo sua parte na programação, fazendo palestras, indo às escolas, para falar da Lei Maria da Penha, ofertando vários serviços. O Judiciário está fazendo um mutirão de processos,  audiências, para dar respostas efetivas a essas vítimas, com a participação do Ministério Público Estadual [MP-AC]. A intenção é desafogar um pouco a vara e dar respostas a essas mulheres, porque julgando o caso, elas se veem mais protegidas e percebem que a denúncia foi efetiva, deu resultado”, afirma a promotora.

Violência

Promotora Dulce Helena responsável pela Vara da Violência Doméstica e Familiar (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Promotora Dulce Helena responsável pela Vara da Violência Doméstica e Familiar (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Segundo a promotora da Vara Violência Doméstica e Familiar, Dulce Helena, o Brasil é o 7º país que mais mata mulheres. “52% dos casos de agressão das vítimas são feitas pelos companheiros, sejam maridos ou namorados. Sendo que 20% das vítimas de agressão vêm sendo agredidas diariamente”, afirma.

Para a promotora, a violência doméstica sempre existiu, mas com a Lei Maria da Penha o assunto está sendo discutido e combatido pela sociedade. Ela acredita que por isso, as mulheres estão tendo mais coragem para denunciar os agressores. “Antes o que vigorava era a lei do silêncio, o que acontecia entre quatro paredes permanecia assim, mas hoje em dia, com a criação da Lei Maria da Penha e o fortalecimento da rede de proteção, as mulheres se sentem mais seguras para denunciar esses crimes, tendo seus direitos garantidos e vendo a efetividade dos seus direitos estabelecidos na lei”, diz.

Campanha

Criada por líderes feministas de diferentes países em 1991, a campanha ’16 dias de ativismos pelo fim da violência contra as mulheres’ ocorre em ao menos 130 países e inicia sempre no dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres. O objetivo é, durante a campanha, promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra a mulher em todo o mundo.

Fazem parte da campanha o Governo do Acre, Prefeitura Municipal de Rio Branco (PRMB), Comitê da Rede de Atendimento à Mulher em Rio Branco (Reviva), Comitê da Rede de Atendimento à Mulher em Cruzeiro do Sul (Reviver), Ministério Público Estadual (MP-AC), Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC), Conselho Estadual de Direito da Mulher, Conselho dos Direitos da Mulher de Rio Branco, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Prefeitura de Feijó.

Veriana Ribeiro

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