Campanha luta pelo fim da violência contra mulheres em Volta Redonda (Diário do Vale – 25/11/2014)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres está realizando a campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”. O projeto teve início hoje, na Praça Brasil, na Vila Santa Cecília, e seguirá com divulgações em vários pontos da cidade até o dia 10 de dezembro. A campanha tem o intuito de levar informação ao público feminino sobre os direitos da mulher e lutar pelo fim da violência.

Lana Gracie Firmo, coordenadora da Casa da Mulher Bertha Lutz (um órgão da secretaria de Políticas Públicas para Mulheres) explicou que o objetivo principal de realizar esse evento é fortalecer as informações sobre os diretos da mulher. Segundo ela, muitas mulheres não sabem da existência da Lei Maria da Penha, da Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher), e da Casa da Mulher.

– A informação é tudo. Quanto mais informada e conhecedora de seus direitos, mas a mulher terá segurança de buscá-los. Mas, muitas não sabem dos serviços prestados. A partir do momento que elas têm conhecimento disso, elas sabem que podem ir naquele lugar, que lá ela vai ter apoio, orientação e vai ser encaminhada para um local de segurança – explicou Lana – acrescentando que a Casa da Mulher Bertha Lutz é um órgão da secretaria, e juntos, fazem esse trabalho de divulgação e atendimento ao público feminino.

Segundo ela, esse projeto de 16 dias de ativismo já existe há bastante tempo, e a Vila foi um dos pontos estratégicos escolhidos para divulgar a campanha, por conta do grande número de pessoas que circulam pelo local.

– A cada ano nós fazemos essa divulgação em vários pontos da cidade para alcançar todas as mulheres, porque, muitas sofrem violência e não têm a possibilidade de sair da própria casa. Então, a gente vai aos bairros para tentar alcançar essa mulher que está em sofrimento – afirmou a coordenadora.

A campanha, dentro dos 16 dias de trabalho, ainda passará pelo auditório da prefeitura, no Aterrado; pelo auditório da Subprefeitura, no Retiro; por alguns CRAS nos bairros; entre outros. Ela explicou ainda, que esse é um momento de estar alertando e reforçando que a violência contra mulher é crime.

– Nós estamos a manhã inteira distribuindo informações e conversando com a população feminina – contou Lana.

A assessora técnica da secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, Vera Lucia de Castro, a principal proposta é realmente lutar pelo fim da violência.

– A gente sonha que um dia chegue ao fim essa violência, principalmente por ser um país subdesenvolvido, que geralmente acontecem mais casos – ressaltou Vera.

Dia 25 de novembro 

Não é à toa que a campanha teve início hoje, nessa data é lembrado o Dia Internacional da luta pelo fim da violência contra a mulher. O dia 25 de novembro de 1960 ficou conhecido mundialmente por conta do maior ato de violência cometido contra mulheres.

As irmãs Dominicanas, Pátria, Minerva e Teresa, conhecidas como “Las Mariposas” que lutavam por soluções para problemas sociais de seu país, República Dominicana, foram perseguidas, diversas vezes presas até serem brutalmente assinadas.

A violência contra mulher passa a ser um problema mundial que não distingue cor, classe social nem raça: é maléfica, absurda e injustificável.

Em um dos panfletos distribuídos ao público, estava descrito a importância do ato de divulgação do problema. Segundo informações passadas durante a campanha, o dia 25 de novembro é um dia importante para manifestar, lembrar, protestar e mobilizar a sociedade e o estado contra a violência à mulher. As assistentes da Casa da Mulher destacaram que essa luta é de todos que se comprometem pela defesa dos Direitos Humanos.

Lei Maria da Penha

A denominação da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, que foi agredida pelo marido durante seis anos até se tornar paraplégica, depois de sofrer atentado com arma de fogo, em 1983.

A lei alterou p Código Penal, possibilitando que agressores de mulheres no âmbito doméstico e familiar sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada.

A nova legislação aumentou o tempo máximo de detenção de um para três anos, estabelecendo ainda medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua proximidade à mulher agredida e aos filhos.

Thaís Fraga

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