Campanha sobre a Lei Maria da Penha ganha adesão da rede estadual de educação (MPMA – 14/09/2012)

Gestores das escolas de ensino médio de São Luís foram receptivos à iniciativa do MPMA. Ação tem o apoio da Secretaria de Estado da Educação

Promotoras Selma Regina e Marcia Haydee (Foto: MPMA)

Promotoras Selma Regina e Marcia Haydee (Foto: MPMA)

Diretores de escola participaram do encontro (Foto: MPMA)

Diretores de escola participaram do encontro (Foto: MPMA)

Os estudantes e professores serão o alvo da próxima etapa da campanha institucional Maria da Penha em Ação. A participação da comunidade escolar foi acertada na tarde de segunda-feira, 10, em uma reunião realizada no auditório do colégio Liceu Maranhense, em São Luís, com 80 diretores. As promotoras de justiça Selma Regina Souza Martins e Márcia Haydee Porto de Carvalho apresentaram a temática da violência contra mulher, formas de prevenção e as medidas de proteção às vítimas.

Na reunião, as promotoras de justiça anunciaram o concurso de redação e desenho, a ser concentrado em 90 escolas da rede estadual de ensino da capital, com o tema Lei Maria da Penha. O próximo passo será um treinamento com os professores a fim de estimular a participação dos estudantes. Os vencedores vão receber tablets –dispositivos multifuncionais pessoais em formato de prancheta para acesso à internet. A premiação será entregue aos alunos e professores no dia 25 de novembro, data comemorativa do Dia Internacional de Combate à Violência Doméstica.

“Precisamos da parceria de toda a sociedade e os educadores representam um público significativo e estratégico para multiplicar a mensagem de combate à violência contra a mulher”, afirmou a promotora de justiça Selma Martins. Ela conclamou os gestores das escolas para apoiarem e disseminarem o debate sobre as formas de violência no ambiente educacional. “Lutar contra a violência é uma responsabilidade a ser compartilhada por toda a sociedade, todas as instituições, todos os cidadãos”, completou a promotora de justiça Márcia Haydee.

Para a diretora do Centro de Ensino Barjonas Lobão, Eva Alves de Morais, do Cohatrac, a campanha chega em um momento oportuno. “A violência está cada vez mais disseminada”. Ela manifestou o interesse da escola em receber a equipe do Ministério Público para a realização de palestras e seminários. “Precisamos trabalhar desde cedo com os alunos a importância de prevenir e lutar contra a violência”.

Na avaliação da gestora escolar, a violência reflete no baixo rendimento de alunos que presenciam a agressão contra as mães no ambiente doméstico. “Há vários casos de jovens que convivem ou presenciam a violência em casa e têm rendimento ruim. Muitos manifestam agressividade e se tornam vulneráveis às drogas”, explica Eva Morais.

A situação é semelhante no Centro de Ensino Professor Inácio Rangel, na Maiobinha. Segundo a diretora Rosária Meireles, a informação é uma arma poderosa contra a violência. “Muitas mulheres não têm acesso ao conteúdo da lei e não sabem seus direitos. Informá-las é o primeiro passo”. A gestora escolar já atendeu alunas agredidas por namorados e, em 2011, registrou um boletim de ocorrência na polícia. “A aluna apareceu com manchas roxas mas sempre negava as agressões. Criada por uma tia, não recebia a atenção necessária. Após a intervenção da escola, ela foi morar com a mãe e afastada do agressor”.

Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)

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