Caravana Siga Bem 2015 leva o enfrentamento à violência contra a mulher para as estradas

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A conscientização sobre formas de enfrentamento à violência contra as mulheres, tanto pela mudança de comportamento quanto por meio de denúncias ao Ligue 180, compõem o tema da 9ª edição da Caravana Siga Bem, lançada nesta sexta-feira (08/05), em São Bernardo do Campo. O projeto percorrerá 32 mil quilômetros de estradas, visitando mais de 110 cidades em 22 estados e o Distrito Federal com duas equipes – uma atenderá o eixo norte e a outra seguirá pelo sul do país até fevereiro de 2016.

CEO da Cotram, empresa idealizadora da Caravana, destaca alcance do projeto (Fotos: Géssica Brandino)

CEO da Cotram, empresa idealizadora da Caravana, destaca alcance do projeto (Fotos: Géssica Brandino)

Desenvolvida pelas empresas Petrobras e Petrobras Distribuidora – ambas parceiras da Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha -, com patrocínio da Mercedes Benz e apoio da Bridgestone Bandag, a Caravana Siga Bem exemplifica o papel que grandes corporações podem ter na promoção dos direitos humanos. “Ao longo do trajeto, de 80 a 120 mil caminhoneiros são impactados diretamente pelas ações da Caravana. Tudo que acontece vira conteúdo e repercute pelo Brasil inteiro, tanto pela palavra dos caminhoneiros quanto pelos programas e televisão e rádio do programa Siga Bem. A capacidade de multiplicação é de milhões de brasileiros, que passam a enxergar o papel do caminhoneiro e o quanto ele está envolvido nessas questões”, ressalta Alexandre Côrte, CEO da Cobram, empresa idealizadora do projeto.

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Para a Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Aparecida Gonçalves, o fato de 98% da população brasileira conhecer a Lei Maria da Penha, conforme apontado na pesquisa Percepção da sociedade sobre violência e

Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as mulheres fala do papel do projeto para a sociedade

Secretária Aparecida Gonçalves fala do papel do projeto para o enfrentamento da violência contra as mulheres

assassinatos de mulheres, realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, é resultado de ações como a da Caravana, realizadas em postos e áreas rurais.

“A Caravana é estratégica no sentido de passar informação, fazer a conscientização e mudar comportamento, porque chega em vários lugares onde não chegamos, onde não há estruturas da rede de serviços. O Ligue 180 recebe 18 mil ligações por dia, o que mostra que esse é um problema não só das mulheres, mas da sociedade brasileira. As Caravanas do Siga Bem têm nos ajudado a cumprir esse desafio”, afirmou Aparecida.

Para ministro dos direitos humanos, as Caravanas Siga Bem contribuem na formação das comunidades em direitos

Para ministro dos direitos humanos, as Caravanas Siga Bem contribuem na formação das comunidades em direitos

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Pepe Vargas, lembrou o papel da Caravana na formação da população. “É um programa que passa por vários pontos do território nacional, com foco dirigido aos caminhoneiros e a população daquelas comunidades, e tem levado informações importantes, de segurança no trânsito, direitos das crianças e adolescentes e direitos das mulheres. Leva a cidadania e ajuda na formação de uma cultura de direitos humanos, que com certeza constrói uma sociedade melhor”, disse.

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Representante da Petrobras destaca papel transformador da Caravana Siga Bem

O mesmo papel foi destacado pelo representante da Petrobras, Waldir Luiz Ramalho. “Essa Caravana representa um mutirão, uma grande soma de esforços onde a gente busca, tanto empresas quanto caminhoneiros, construir um Brasil melhor, pensando num bem, que é a vida das crianças e mulheres, que infelizmente ainda vivem situações de violência em seu cotidiano”, frisou o gerente setorial da gerência de relacionamento comunitário – regional São Paulo Sul da Gerência Executiva de Responsabilidade Social da estatal.

A gerente de marketing e comunicação da caminhões Mercedez, Cláudia Campos, também lembrou os ganhos trazidos para as empresas que apoiam causas sociais, como as presentes na Caravana. “Quando as empresas se engajam em movimentos de responsabilidade social, além do respeito da sociedade e empresarial, o próprio colaborador passa a se sentir orgulhoso da empresa na qual trabalha”, frisa.

Violência contra a mulher em destaque

Representante da ONU Mulheres no Brasil apresenta iniciativa da organização que integrará a Caravana

Representante da ONU Mulheres no Brasil apresenta iniciativa da organização que integrará a Caravana

Na edição deste ano, a Carava

na refletirá sobre a violência doméstica por meio da apresentação da peça “O Cassino do Cupido”. Outra novidade da 9ª edição da Caravana é o apoio da ONU Mulheres, com a iniciativa “O Valente Não é Violento”, vinculada à campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas pelo fim da violência contra as mulheres e meninas. Na Caravana, serão desenvolvidos materiais, questionários e também palestras para dialogar com os caminhoneiros sobre o tema. “A ideia é ir construindo no espaço de nove meses da Caravana atividades para esse grupo, que é muito grande e composto por muitos homens, para falar sobre a questão da violência contra as mulheres e o que está por trás da violência, que é a questão de gênero”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

A discussão sobre a violência contra a mulher tem espaço no projeto desde a criação da Lei Maria da Penha, por meio do Siga Bem Mulher, que promove palestras de conscientização e divulga o Ligue 180. O projeto Siga Bem Criança também integra as ações da Caravana, com a divulgação do Disque 100, número da Secretaria de Direitos

Caminhoneiro do ano,  Fábio Schmitz fala do aprendizado proporcionado pelo projeto

Caminhoneiro do ano, Fábio Schmitz fala do aprendizado proporcionado pelo projeto

Humanos para denunciar qualquer ato de exploração sexual, abuso ou violência contra crianças e adolescentes. Durante o evento de lançamento da 9ª edição da Caravana, a SPM e a SDH também propuseram atividades especiais para celebrar o aniversário da Lei Maria da Penha, em agosto, e do Estatuto da Criança e do Adolescente, em junho.

Fábio Luis Schmitz, de 40 anos, eleito caminhoneiro do ano em 2014, conheceu a Caravana pela televisão. Na estrada há cerca de cinco anos, ele atua na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e foi pelo projeto que conheceu os serviços de denúncia da SPM e da SDH. “Hoje em dia, praticamente todo mundo que trabalha nas estradas conhece o Disque 100 e o Ligue 180, o que é muito importante, porque na estrada as pessoas acabam não tendo contato com uma série de informações que precisam saber. Esse conhecimento tem que ser passado não só para o setor de transporte. Todos precisam ter consciência de que a violência não pode ser praticada contra qualquer pessoa”.

Petrobras Distribuidora fala do papel da Caravana na conscientização sobre a violência contra a mulher

Petrobras Distribuidora fala do papel da Caravana na conscientização sobre a violência contra a mulher

Além das ações desenvolvidas na Caravana, o programa de formação Capacidade Máxima, oferecido pela Petrobras Distribuidora nos postos, também conta com módulos de conscientização sobre violência contra a mulher. “Nosso público estradeiro é muito sensível para essas questões e é muito conscientizado, justamente por acontecerem tantas coisas ruins nas estradas do Brasil”, reforça Ana Paula Vieira Fernandes, gerente de marketing e fidelização da Rede de Postos da BR Distribuidora, que também destaca os resultados obtidos. “O aumento do número de denúncias é muito representativo, mas o aspecto qualitativo é o mais importante. Quando se tem a oportunidade de estar presente em uma das palestras da Caravana Siga Bem ou do curso de capacitação Capacidade Máxima, você vê que muitas vezes essas pessoas nunca pararam para refletir sobre o problema ou sobre o que elas podem fazer para ajudar a diminuir a incidência de violência. É uma ação muito gratificante por você ver como está realmente conscientizando tanto o público caminhoneiro quanto os demais que percorrem as nossas estradas”.

Por Géssica Brandino
Portal da Campanha Compromisso e Atitude