Casa da Mulher Brasileira: obras terminam em setembro (Gov/CE – 04/08/2016)

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Revolucionar a vida das mulheres cearenses reunindo em um mesmo espaço os serviços de delegacia especializada, juizados e varas, defensorias, promotorias, equipe psicossocial e orientação ao emprego e renda. Esse é o intuito da Casa da Mulher Brasileira, com previsão de conclusão das obras até setembro, neste ano em que a Lei Maria da Penha completa uma década. Localizado na rua Teles de Sousa, bairro Couto Fernandes, em Fortaleza, o espaço recebeu nesta quinta-feira (4) a visita institucional de representantes das entidades que vão compor a rede de atendimento, além da presença da primeira-dama do Estado, Onélia Leite Santana; da coordenadora de Políticas para as Mulheres do Governo do Ceará, Camila Silveira; e da própria Maria da Penha.

Comitiva visita obras da Casa da Mulher Brasileira de Fortaleza (Foto: Max Marduque)

A primeira-dama do Estado, Onélia Leite, destacou a relevância do equipamento para o atendimento às mulheres vítimas de violência.”É muito importante para as mulheres não só da Capital, mas também do Interior, que sofrem violência doméstica ou no trabalho. Vindo aqui, ela vai ser atendida, o caso vai ser investigado, ela vai receber apoio psicológico. Sem dúvidas é uma conquista para o Estado, para a mulher cearense, e posteriormente vamos estimular a rede de atendimento já existente, de Segurança, de Saúde, para encaminhar a mulher para cá”, disse.

A coordenadora de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado, Camila Silveira, destaca a praticidade que o equipamento vai trazer. “Nós somos o quarto Estado a ter um complexo de atendimento, a mulher não vai mais precisar ter que deslocar a diferentes locais para fazer uma denúncia e ser atendida. Nós vamos reunir todos os serviços para as mulheres vítimas de violência. E o local não será destinado só para as mulheres, haverá também um espaço para as crianças que vierem acompanhadas de suas mães”, disse.

Ativista e precursora da lei que leva o seu nome, a cearense Maria da Penha mostrou satisfação por dispor desse serviço na sua terra. “Tive a oportunidade de acompanhar as outras Casas da Mulher Brasileira de outros estados e é um trabalho muito importante. É um local que realiza tudo o que a mulher precisa para denunciar, para que ela não desista nunca de lutar. Tenho acompanhado as obras e estou muito ansiosa para voltar aqui para inaugurar, ela vai mostrar a força da mulher na política pública”, disse.

Durante a visita, guiada por Camila Silveira, estiveram em pauta a instalação da casa, com o poder público estadual trabalhando de forma articulada com a sociedade civil e demais órgãos que compõem a Rede de Atendimento à Mulher, como Poder Judiciário, Defensoria Pública e Ministério Público, entre outras instâncias. Os órgãos parceiros também participaram da visita.

Iane Viana, que está trabalhando nas obras da Casa da Mulher Brasileira, ressalta a importância do espaço para a inclusão da mulher no mercado de trabalho. “É uma honra trabalhar nesse local, que vai oferecer tantos serviços e também vai empregar muitas mulheres, vai agregar em diversas áreas e nos vai dar um apoio que tanto precisamos. Nós estamos aqui para somar, não para diminuir. A mulher pode trabalhar em qualquer setor, mesmo na construção civil”, disse.

Casa da Mulher Brasileira do Ceará

A Casa da Mulher Brasileira é uma inovação no atendimento humanizado às mulheres, integrando no mesmo espaço os serviços de acolhimento e triagem; apoio psicossocial; Delegacia de Defesa da Mulher; Juizado da Mulher; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes.

É a quarta unidade do gênero no Brasil. A unidade de referência, fruto de parceria da União com o Governo do Ceará, através da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres, vai realizar cerca de 10 mil atendimentos por mês, funcionando 24 horas por dia, sete dias na semana. A obra teve um custo de R$ 8.082.857,59.

Cerca de 230 pessoas trabalharão no espaço, que terá profissionais de diversas instituições, como Poder Judiciário, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil. A equipe técnica multidisciplinar será formada por profissionais como psicólogos e assistentes sociais.

Thiago Sampaio
Repórter / Célula de Reportagem

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