Casa da Mulher Brasileira terá três novas unidades até o fim do ano, diz secretária (Portal Brasil – 08/08/2016)

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No mesmo local, as mulheres têm acesso a acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; juizado ou vara especializados; entre outros serviços

Um espaço acolhedor que concentra atendimento a todas as necessidades das mulheres vítimas de agressões domésticas: esse é o objetivo da Casa da Mulher Brasileira, presente em Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal, e com previsão de abertura de três novas unidades até o fim de 2016.

No mesmo local, as mulheres têm acesso a acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; juizado ou vara especializados; Ministério Público; Defensoria Pública; promoção da autonomia econômica; alojamento de passagem; central de transportes e brinquedoteca para as crianças de zero a 12 anos que acompanham as mulheres.

Para a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, a Casa da Mulher Brasileira e outras casas que oferecem o serviços da rede de proteção às mulheres com outros nomes são um dos marcos do Programa Mulher, Viver sem Violência, junto ao Ligue 180, serviço de disque-denúncia.

“Já temos hoje três casas funcionando e até o final do ano devemos inaugurar mais três casas. Está sendo feito todo um estudo. A todos os programas que existem hoje será dada continuidade, para que possamos ter melhorias”, afirma.

Vidas renovadas

A autônoma Dorânia das Dores Rocha, 42 anos, é uma das mulheres atendidas na Casa da Mulher Brasileira em Brasília. Por 19 anos, Dorânia sofreu com a violência doméstica e, há um ano, fez uma denúncia, foi encaminhada para uma casa abrigo e logo depois conheceu a Casa da Mulher.

Para ela, o local não é de vergonha, e sim de alegria e esperança de dias melhores na vida das mulheres que lá recebem atendimento, apoio jurídico e fazem cursos.

Dorânia relembra que, na Casa, conseguiu apoio jurídico e psicológico para si e para os filhos. “Se eu pudesse, gritaria para as mulheres que é possível, desde que ela não se acomode. Às vezes as mulheres vivem isso não só pelo medo, mas se acomodam por acharem que não dará certo. Não se resume ao medo”, explica.

“Elas pensam: ‘vou ficar aqui e vou terminar minha vida aqui’. E eu não quis isso para mim. Têm muitas mulheres que estão vivendo violência doméstica e acham que não”, lamenta. “Mas aqui dentro, o que a gente quer, a gente alcança”.

Há cerca de um mês, a Casa convidou Dorânia para fazer um curso de cuidadora de idosos, e ela conta que está ansiosa para começar a estagiar. No futuro, ela planeja se tornar psicóloga.

A coordenadora da unidade de Brasília, Iara Lôbo, explica que o trabalho de independência das mulheres é multifatorial. No âmbito financeiro, a casa oferece o Serviço de Promoção a Autonomia Econômica (Spae). O grande desafio, conta, é inserir as mulheres no mercado de trabalho após uma qualificação.

“A gente percebe que são dois grandes nós que prendem as mulheres em situação de violência: o da dependência emocional e o da dependência econômica. O primeiro é um tratamento, não é de uma hora para outra, que realizamos em núcleos psicossociais”, esclarece. “Mas o grande truque é desfazer a dependência econômica, que estamos potencializando na Casa da Mulher, junto à prevenção.”

Casa da Mulher Brasileira terá três novas unidades até o fim do ano

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