Casa da Mulher completa dois anos com 6 mil atendimentos em MG (G1/MG – 14/05/2015)

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Entidade auxiliou mais de 1.300 casos nos 4 primeiros meses de 2015. Unidade fica na Rua Uruguaiana, 94, no Jardim Glória, em Juiz de Fora.

A Casa da Mulher foi criada há dois anos em Juiz de Fora e já realizou mais de 6.500 atendimentos a mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica, seja ela física, sexual, psicológica ou patrimonial. A instituição foi criada para concentrar em um só espaço todos os serviços de atenção e proteção às vítimas da violência.

Só nos quatro primeiros meses de 2015, a instituição registrou 1.398 casos de violência. Muitas vezes, a mesma mulher é vítima de vários tipos de agressões. Segundo a coordenadora de políticas públicas para mulheres, Rose França, os casos envolvendo idosas têm se tornado frequentes. São pelo menos dois por semana.

“A gente tem atendido bastante mulheres idosas que estão sofrendo violências físicas e às vezes patrimonial de seus filhos. É um trabalho de autoestima, de encorajamento e auto ajuda. Estamos avançando, mas queremos chegar a maioria das mulheres da cidade”, contou.

Em comemoração à data, foi realizada na manhã desta quinta-feira (14) uma cerimônia de confraternização e articulação na sede do órgão. Para debater esses números e consolidar a implementação de novas políticas públicas de prevenção contra esses crimes, autoridades civis e militares se reuniram para mostrar resultados e discutir ações desenvolvidas no combate à violência doméstica.

São cinco os tipos de violência. A primeira é relacionada ao patrimônio, tem ainda a que afeta o psicológico da vítima, além das violências físicas, sexual e moral.

Segundo a delegada da mulher, Ângela Fellet, o maior desafio ainda é fazer as mulheres agredidas superarem a vergonha, o medo e as ameaças para que denunciem. “O trabalho integrado da Casa da Mulher com a Polícia Civil, Militar, setores de psicologia e assistência social, tem dado segurança. Elas sabem que terão soluções para cada caso. O que a gente observa é que os crimes mais graves contra as mulheres diminuíram”, disse.

O atendimento especializado, disponibilizado na Casa da Mulher, ajuda as mulheres agredidas a sentirem coragem de procurar ajuda. “Eu faço o boletim de ocorrência, encaminho para a parte das medidas protetivas e psicologia. A violência psicológica e moral são as que mais as mulheres relatam pra gente”, destacou a sargento da PM, Maria Beatriz Nepomuceno.

A casa
A Casa da Mulher, localizada na Rua Uruguaiana, número 94, no Bairro Jardim Glória, funciona entre 8 e 18 horas, com serviço interdisciplinar que abrange atendimentos psicológicos, jurídicos e assistenciais. Os objetivos principais são acolher, capacitar e proporcionar reinserção social e emancipação econômica da mulher. O telefone para contato é 3690-5559.

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