Casa da Mulher prestou mais de dois mil atendimentos nos últimos anos (Jornal Pequeno – 21/06/2013)

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Foi realizada ontem (20), uma apresentação dos dados de atendimento do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Casa da Mulher), em virtude dos cinco anos de serviços prestados. Na ocasião, a equipe técnica que integra a casa reafirmou as parcerias com a sociedade para combater a violência contra a mulher.

De acordo com o relatório divulgado, a Casa da Mulher, parte integrante da Coordenadoria Municipal da Mulher, já atendeu mais de duas mil mulheres entre 18 e 80 anos, durante os cinco anos de atendimento.

Constatou-se, por meio dos dados estatísticos levantados, que quase dois mil casos de violência ocorreram no âmbito familiar por agressões e ameaças psicológicas do parceiro. O relatório aponta, ainda, que quase 1.700 mulheres não procuraram auxílio médico após as agressões e que eram vítimas de violência desde o início do relacionamento.

Para a diretora do Centro, Simone Souza, os serviços de atendimento social, psicológico e jurídico prestados pela Casa desde a sua fundação já conseguiram transformar positivamente a realidade de muitas mulheres na capital e, por isso, precisam ter maior divulgação para ampliar o número de atendimentos. “A vítima de violência doméstica precisa saber o que fazer. Aqui, nós oferecemos todo o suporte psicológico, além de fazermos o encaminho pedagógico dos filhos que estejam presenciando os conflitos”, explicou.

Para a delegada da mulher, Kazumi Tanaka, o levantamento dos dados auxilia no trabalho da polícia para orientar as mulheres que sofrem com violência. Para isso, a Delegacia da Mulher trabalha em parceria com a Casa da Mulher, com o intuito de oferecer o encaminhamento psicológico para sanar os traumas advindos das agressões. “Mais do que orientar essas mulheres, nós combatemos uma cultura machista em que a mulher é colocada numa posição menor que a do homem, e, por isso, ele se sente no direito de agredi-la”, explicou.

Suporte psicológico – Além do atendimento à mulher, o Centro oferece, ainda, serviços de encaminhamento psicológico aos filhos das vítimas atendidas, na Brinquedoteca, criada há quatro anos. Durante esse período, 151 crianças já participaram das atividades.

Segundo a pedagoga Érika Dantas, muitas mulheres não têm com quem deixar os filhos pequenos e, não podendo deixá-los em casa sozinhos, acabam levando as crianças ao centro.

Na Brinquedoteca, as pedagogas que integram a equipe técnica da casa acolhem as crianças por meio de brincadeiras e leitura de histórias lúdicas, além de incentivá-las a desenharem o que sentem em relação aos pais e à família. “Nessas atividades, as crianças acabam relatando, de modo inconsciente, os conflitos e traumas vividos no ambiente familiar”, explicou Érika Dantas. “Alguns problemas vividos pelos filhos nem as próprias mães conhecem. Nesse sentido, nosso serviço de apoio é fundamental”, concluiu.

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