Casos de estupro crescem e superam os de homicídios, diz estudo (JN – 04/11/2013)

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Um estudo nacional divulgado nesta terça-feira (4) comprovou a gravidade da violência cometida contra as mulheres brasileiras. O número de estupros no ano passado foi maior que o de assassinatos.

O serviço é o 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo país. No ano passado, o número de ligações de vítimas de estupro cresceu mais de 60%. Nesse caso, elas recebem a mesma orientação: “Estupro é na delegacia. É necessária a representação da vítima”.

A quantidade de estupros, no ano passado, atingiu índices alarmantes. A ponto de ultrapassar a quantidade de homicídios dolosos, que são os assassinatos planejados.

São Paulo foi o estado que registrou a maior quantidade de estupros, em números absolutos. Foram quase 13 mil. Depois vieram: Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Bahia.

Mas, considerando o número de vítimas por 100 mil habitantes, a situação foi outra. O estado de Roraima apareceu no topo da lista, com 52,2. Seguido por Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

“A violência sexual é um problema grave, tanto do ponto de vista da política de segurança quanto do ponto de vista da política de saúde. Mas a gente ainda precisa avançar muito na articulação entre as políticas nas três esferas de governo para garantir que o número de vítimas não aumente todos os anos e sim seja reduzido”, aponta Samira Bueno, sec.exec.Fórum Bras. Seg. Pública.

Em 2009, a lei sobre estupro ficou mais rigorosa e abrangente. Foram incluídos crimes que antes eram considerados atentados violentos ao pudor. Entre eles, a exibição de órgãos genitais e o ato de apalpar sem consentimento. Mas, para especialistas em segurança pública, o crescimento dos números também pode ter relação com a coragem das vítimas em denunciar.

A maioria dos estados tem serviço especializado para atender as vítimas. São Paulo, por exemplo, tem delegacias de Defesa Da Mulher.

“O autor sendo processado, sendo punido, ele, provavelmente não cometerá outros crimes. Não deixe de denunciar”, comenta Gislaine Doraide Pato, coord. Deleg. Defesa da Mulher-SP.

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