Centro em Rio Preto registra mais de 900 casos de violência contra mulher (G1/Rio Preto e Araçatuba – 10/11/2015)

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Centro de Referência e Atendimento à Mulher ajuda vítimas de violência. No ano passado inteiro, centro registrou 499 mulheres atendidas

As denúncias de violência contra a mulher têm aumentado neste ano em relação a 2014 em São José do Rio Preto (SP). O Centro de Referência e Atendimento à Mulher de Rio Preto só neste ano atendeu 930 mulheres vítimas de algum tipo de violência, sendo que no ano passado inteiro foram 499 mulheres atendidas.

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A violência contra a mulher no Brasil aparece em quinto lugar no ranking de assassinatos de mulheres no mundo. Esse levantamento foi feito pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e revela que a cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. Estudos mostram que a cada dez minutos, uma mulher é espancada no Brasil. Em um mês esse número chega a mais de 4 mil mulheres.

Em Rio Preto são 30 denúncias de agressões contra mulheres por dia. De acordo com a secretária da Mulher, a assistente social Eni Fernandes, com certeza a violência tem aumentado. “Isso acontece por conta de todo o histórico que vivemos em que cada vez mais as pessoas querem ter poder, querem ter alguma coisa e aí os homens se julgam cada vez mais donos, inclusive do corpo de suas companheiras. Agora de outro lado o que podemos dizer também é que vem aumentando o número de mulheres que denunciam”, afirma.

Uma mulher, que não quis se identificar, já denunciou o companheiro várias vezes, mas não adiantou. Ela ainda é agredida. Em 11 anos, ela acumula marcas pelo corpo e histórias de agressão. “Não aguento mais isso, só quero que a polícia tire ele de perto de mim, não preciso dele para nada”, diz.

A polícia pediu ao juiz medida protetiva. Se o ex-companheiro se aproximar dela novamente ele pode ser preso. O problema é que muitas vezes essas medidas não conseguem afastar o agressor. “O que acontece na maioria dos casos é que a mulher, apesar da medida, ela permite que o homem continue indo na casa dela, ou por vínculo emocional, ou por causa dos filhos, ela se comove e permite que ele fique dentro da casa, o que é um erro”, afirma a delegada da Mulher Margarete Franco.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência e Atendimento à Mulher, Cleo da Cruz Lima, além da lei Maria da Penha, a mulher pode recorrer a mecanismos jurídicos legais e de assistência para que saia da situação, tanto ela mulher que está nessa situação como também esse homem que muitas vezes é o autor da violência tem um serviço especializado que também atende ele. “É possível sair dessa situação de violência é que o medo, a vergonha, a culpa ainda é muito comum quando essa mulher sofre algum tipo de violência, ela se sente assim é importante ela saber que não está sozinha”, afirma.

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