Centro Maristela Just, um símbolo do atendimento a mulheres vítimas de violência em Pernambuco (Acontece – 17/08/2016)

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Centro de Referência foi criado em 2010, pela gestão municipal, e cumpre um trabalho exemplar no acolhimento às vítimas de violência doméstica

Um lugar mais acolhedor do que a própria casa. É isso que o Centro de Referência da Mulher Maristela Just, em Jaboatão dos Guararapes, representa para as usuárias. O centro foi criado em 2010 pela gestão municipal para amparar vítimas de violência doméstica. As mulheres que procuram o espaço têm acesso a atendimentos psicológico, jurídico, social, de educação e de saúde. Tudo em sigilo e com profissionais capacitados e humanizados. A reportagem é a mais uma da série sobre os dez anos da Lei Maria da Penha.

“Nestes dez anos da lei Maria da Penha, as ações aqui em Jaboatão são estratégias dentro do que preconiza a própria lei, no sentido de que vários entes têm papéis no processo de construir condições para uma melhor implementação e eficácia da lei”, contou a secretária Executiva da Mulher, Ana Selma dos Santos. O município desenvolve diversas ações no âmbito do combate à violência contra a mulher.

O nome da unidade faz referência a Maristela Just, que foi assassinada pelo companheiro, em 1989. José Ramos Lopes Neto foi condenado a 29 anos de prisão, mas ficou foragido. O agressor foi preso após 21 anos, em 2012. Além da sede localizada no bairro de Massangana, o centro oferece atendimento descentralizado uma vez por semana nas Regionais Cavaleiro e Curado; e atividades de divulgação permanentes, em um programa chamado Maristela Just vai aos Bairros.

BALANÇO EXPRESSIVO – Desde a sua fundação, o espaço já atendeu a mais de 1.600 vítimas. Somente em 2015, foram 243 mulheres atendidas. O Centro foi declarado um serviço de cunho permanente, através do decreto municipal número 29/2016, de 15 de março de 2016. Além da assistência, acolhimento e orientação, o decreto garante que o Maristela Just possa apoiar o deslocamento com uso de transporte público de mulheres em atendimento psicológico, mediante comprovação da sua condição, bem como garantirá translado às mulheres que necessitarem, em decorrência do risco iminente, passagens intermunicipais e interestaduais, mediante prévia avaliação da equipe técnica.

O espaço serve ainda como uma ponte entre a sociedade e o serviço estadual de abrigamento, encaminhando às mulheres em situação de iminência de risco de ataque em razão da violência de gênero/doméstica/familiar, sempre que se fizer necessário, mediante avaliação prévia do referido serviço.

Por Monaliza Brito

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