CMDM, Rede e PM lançam ‘Viver Mulher’ (Correio do Povo do Paraná – 11/06/2016)

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Projeto espera colaboração da comunidade e visa acompanhar vítima de agressão e familiares, além de buscarem a reeducação do agressor

A nova ação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) em parceria com a Rede de Proteção e Polícia Militar é um projeto com ações voltadas a defesa e proteção do público feminino. O ‘Viver Mulher’ parte com vários objetivos e expectativas, contando com a filosofia da Polícia Comunitária, que, como explica o comandante e capitão Jakson Busnello, nada mais é do que o cidadão ativo.

Capitão Busnello apresentou a iniciativa a membros dos órgãos envolvidos no projeto  /CRÉDITO: Melina Brondani

Capitão Busnello apresentou a iniciativa a membros dos órgãos envolvidos no projeto /CRÉDITO: Melina Brondani

“A iniciativa vem do trabalho de várias mãos de longa data. Será algo mais amplo do que fazemos hoje, em que temos o serviço feito pela PM e Creas, principalmente. Agora iremos aumentar o número de colaboradores e interessados”, comentou o capitão.

A presidente do CMDM, Terezinha Penafiel, destacou que a Rede já está atuando, mas que a PM será fundamental para o crescimento do projeto. “Com a maior evidência dos casos, as denúncias aparecem e é a partir daí que nosso trabalho entra”, afirma.

Intenções

A soldado Vivian Oro já iniciou um ciclo de palestras pelas escolas estaduais abordando a violência doméstica e familiar, o próximo passo é chegar também às crianças menores. Ela será uma das coordenadoras do projeto, que conta ainda com Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, secretarias de Saúde e Assistência Social (por meio do Creas), além da comunidade no geral.

Outras metas do ‘Viver Mulher’ é manter visitas e acompanhamento à vítima e averiguar se há mais tipos de violência no âmbito familiar. “Encontramos muita agressão a crianças, idosos e pessoas com alguma deficiência. Se existe a violência contra a mulher, pode haver contra os demais membros também”, reforçou Busnello.

Oferecer palestras educativas às mulheres e de reeducação aos agressores também faz parte das intenções. “Depois que sai da cadeia o agressor volta para casa e muitas vezes a mulher não quer se separar, só quer que a violência pare. Por isso vamos buscar formas de pensar no outro lado também e garantir a segurança de todos”, destacou Terezinha.

Expectativas

Com o plano em ação, os envolvidos esperam que as ocorrências e reincidências diminuam, mas que as denúncias não parem de chegar aos órgãos que apuram os casos. A melhoria da qualidade de vida, aproximação da PM com a comunidade e atendimento especializado são almejados pelo grupo.

“O que tem que ficar claro, é que as visitas e acompanhamento não precisa mais ser feita exclusivamente pela PM. O Creas já vem fazendo este trabalho e agora temos outros órgãos participantes. A Civil ou mesmo funcionários da Saúde podem ir até a vítima”, reiterou o capitão.

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