Coletivo Mulheres de Pedra homenageia mulheres negras no antigo Palácio da Justiça (TJRJ – 28/07/2016)

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Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas e ao Dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra, celebrados no dia 25 de julho, o Coletivo Mulheres de Pedra promoveu na noite desta quarta-feira, dia 27, o “Sarau Pedra Pura Poesia – VIVAS”, em homenagem às mulheres negras. O evento, realizado no antigo Palácio da Justiça, marcou a segunda edição do Sarau da Justiça, projeto integrante do programa Cultura é Justiça, realizado pela Diretoria-Geral de Comunicação e Difusão do Conhecimento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

A atriz Ruth de Souza, a escritora Conceição Evaristo e a cantora Elza Soares foram as homenageadas na noite, que apresentou a exposição “Negras (fotos) grafias”, com a curadoria de Bárbara Copque e Simone Ricco, reunindo o trabalho de oito fotógrafas negras, enfatizando a história de protagonismos femininos negros na fotografia brasileira.

O evento promoveu, ainda, a exibição de curtas, como o elogiado “Kbella”, de Yasmin Thainá, e “Elekô” e “Quijaua”, ambos produzidos pelo Coletivo Mulheres de Pedra. Realizado no antigo Palácio da Justiça, o “Sarau Pedra Pura Poesia – VIVAS” contou, ainda, com as participações de artistas como Darlene Santos, Fabíola Oliveira (da Odarah Produção Cultural Afirmativa), Gabriela Azevedo (Trança Terapia), Jurema de Araújo, Monique Nix, Nathalia Grilo, Verônica da Costa, além das poetas do Mulheres de Pedra.

Uma das integrantes do Coletivo Mulheres de Pedra, Simone Rico, destacou a importância de o trabalho do grupo ocupar novos espaços. O fato de serem convidadas para o Sarau da Justiça em um espaço do Tribunal de Justiça, na opinião de Simone, tem um significado especial.

“A proposta do Sarau Vivas é mostrar a produção de mulheres negras em diferentes áreas artísticas e de produção. Quando recebemos o convite do Tribunal de Justiça, pensamos muito nessa questão de estar neste espaço, em uma condição diferente da maioria das mulheres negras que passaram por aqui, principalmente no passado. Nosso movimento tem a proposta de ressignificar nossa figura, não mais como uma mulher estereotipada, voltada para uma imagem sexualizada, mas procurando trazer um pensamento, uma expressão artística, como o trabalho apresentado pelas fotógrafas. Então, estar nesse espaço, hoje, é uma questão de Justiça”, afirmou Simone.

A exposição “Negras (fotos) grafias”, reuniu trabalhos das fotógrafas Adriana Medeiros, Ana Paula Alves Ribeiro, Aparecida Silva, Barbara Copque, Débora Santana, Paula Eliane, Thais Alvarenga e Tete Silva.

A próxima edição do Sarau da Justiça, que tem curadoria do Coletivo Peneira, acontece no dia 21 de setembro, a partir das 19 horas, desta vez organizado pelo Corujão da Poesia. O antigo Palácio da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29. A entrada é franca.

JM/SF

Fotos: Brunno Dantas/TJRJ

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