Coletivos feministas fazem protesto contra abuso sexual no Metrô de SP (G1 – 31/08/2015)

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Manifestantes reivindicam seguranças mulheres e delegacia especializada. Grupo levou cartazes à estação República, onde funcionária foi estuprada.

Coletivos feministas se reuniram na estação República, das Linhas 3-Vermelha e 4-Amarela do Metrô na tarde desta segunda-feira (31) para protestar contra a violêcia e o assédio sexual no transporte público.

Protesto contra abusos às mulheres no Metrô, na Estação República do Metrô de São Paulo, no centro da cidade, na tarde desta segunda (31) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

Protesto contra abusos às mulheres no Metrô, na Estação República do Metrô de São Paulo, no centro da cidade, na tarde desta segunda (31) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

O grupo reivindica que mais seguranças mulheres, treinadas para lidar com a violência, sejam contratadas e que os demais funcionários sejam capacitados para  com casos de agressão sexual. As manifestantes também pedem a divulgação do número de abusos e a instalação de uma delegacia da mulher em uma estação do Metrô na região central da cidade.

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Na estação onde foi realizado o protesto, uma funcionária foi estuprada dentro de um guichê de recarga do Bilhete Único, em abril deste ano. Segundo José Carlos Martinelli, diretor de contratos da Prodata, empresa que presta serviço de bilhetagem para o Metrô há quatro anos, a jovem foi surpreendida por assaltantes ao encerrar o expediente, por volta das 23h30.

Ela deixava a cabine, localizada na Rua do Arouche, quando um dos bandidos invadiu o local e a violentou. Ainda de acordo com Martinelli, os assaltantes destruíram as câmeras de segurança da cabine.

Vítimas

Uma mulher segura um cartaz durane protesto contra o assédio às mulheres no metrô na estação da República, no centro de São Paulo (Foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)

Uma mulher segura um cartaz durane protesto contra o assédio às mulheres no metrô na estação da República, no centro de São Paulo (Foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)

O SPTV ouviu mulheres que disseram que são constrangidas em diversos momentos enquanto estão no trem, principalmente nos horário de pico. A vendedora Erica Carolina da Silva informou que já sofreu abuso nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “A primeira sensação que eu tenho é um desconforto fora do comum, porque eu sei o que eu posso passar”, disse.

Ela disse ter sido abusada em uma manhã no final de julho. Erica desceu do ônibus e embarcou no trem. Na estação Barra Funda, o vagão encheu. “Eu comeceu a sentir uma movimentação estranha. Porém, tinha uma mãe com uma criança que se mexia muito. Então, na minha cabeça era a perna da criança e a mãe tentando segurar. Mas aí eu senti algo quente na minha calça”, contou.

Já a estudante Larissa do Nascimento Caetano conta que todos os passageiros chegaram a ver o assédio, mas ninguém ajudou. “Estava indo para a faculdade e pego um trem em Caieira às 6h. É um pouco cheio, mas consigo me movimentar. Tinha um moço que mora perto da minha casa e ele tava se encostando em mim”. Larissa contou que ficou incomodada e tentou sair de perto do homem. “Ele continuou atrás de mim. Aí uma outra moça viu e trocou de lugar comigo. Outro rapaz também viu e ninguém fez nada. Fiquei desesperada. Eu tremia. Fiquei nervosa”, disse.

No começo de abril, o Metrô lançou uma campanha “Você não está sozinha” contra o assédio sexual e divulgou um número de celular para os usuários poderem fazer denúncias. No final de julho, uma vítima ganhou ação na Justiça uma indenização de R$ 20 mil por assédio na Linha 1-Azul do Metrô.

Clique na imagem e assista ao vídeo da matéria:

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Passageiros observam protesto de mulheres de coletivos feministas contra o abuso sexual a mulheres no Metrô, na estação República, na noite desta segunda-feira (Foto: Tiago M. Chiaravalloti/Frame/Frame/Estadão Conteúdo)

Passageiros observam protesto de mulheres de coletivos feministas contra o abuso sexual a mulheres no Metrô, na estação República, na noite desta segunda-feira (Foto: Tiago M. Chiaravalloti/Frame/Frame/Estadão Conteúdo)

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