Confirmado uso de tornozeleiras para agressores de mulheres em Minas Gerais (Jornal Araxá – 19/11/2012)

Os equipamentos devem começar a serem instalados até o final do ano, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social

Somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 7 mil mulheres sofreram algum tempo de violência, física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foto Divulgação

Somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 7 mil mulheres sofreram algum tempo de violência, física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Agressores de mulheres começam a usar, já nos próximos dias, em Minas Gerais, tornozeleiras eletrônicas. Os acusados de violência serão monitorados 24 horas por dia para que não se aproximem da companheira que o denunciou.

A medida, anunciada oficialmente esta semana, tem por objetivo evitar tantos casos de violência contra mulheres no Estado. O número de agressões assusta. Somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 7 mil mulheres sofreram algum tempo de violência, física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os números ainda são altos mas, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), eles estão caindo em função das várias medidas protetivas que estão sendo aplicadas.

O secretário adjunto da SEDS, Denilson Feitosa, avalia que o uso da tornozeleira eletrônica no homem violento, que até o final do ano já estará instalada, será mais uma arma para combater essa violência contra a mulher.

“A tornozeleira tem um poder de controle e de dissuasão muito grande porque o agressor, por exemplo, no caso de uma violência doméstica contra a mulher, que recebe essa tornozeleira, podem ser estabelecidos perímetros como a residência da mulher, onde ela trabalha e outros locais que sejam de intenso convívio social daquela mulher e essa tornozeleira vai ter a capacidade de registrar que aquele homem se encontra violando o espaço que o Juiz disse que o homem não pode estar, evitando que o homem entre em uma escalada de violência”, explicou.

Para Feitosa, a sociedade e o Estado estão passando por uma evolução e melhorando as maneiras de monitoramento dos agressores. “Ultimamente o número de prisões é um número cada vez mais significativo, a eficiência das investigações, os processos estão cada vez mais aprofundados. Ou seja, os órgãos que existem para monitorar o homem, investigar o homem, prender o homem, executar uma pena em relação a ele estão cada vez mais eficiente”, destacou.

C/ Ascom

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