Congresso de Ginecologia debate violência sexual contra a mulher (Rádio Nacional de Brasília – 18/11/2015)

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Na pauta, a Lei 12.845/2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual

Fórum popular realizado no Congresso de Ginecologia debate violência sexual contra a mulher. No Brasil foram feitos 1.613 abortos legais em 2014, 94% deles em consequência de estupros. O número pode ser bem maior, já que muitas mulheres fazem a interrupção da gravidez por conta própria. O assunto foi destaque durante o 56º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, no Fórum Popular “Violência Contra a Mulher”, realizado em Brasília.

Clique aqui para ouvir a reportagem

Para falar sobre o assunto o Revista Brasil entrevistou o vice -presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco), Olímpio de Moraes Filho.

Ele conta que no fórum, a Febrasco e os movimentos sociais se posicionaram contra o projeto de lei 5069 que praticamente inviabiliza o atendimento às mulheres vitimas de violência que engravidam e que desejam interromper a gravidez.

O vice- presidente comenta que o projeto de lei torna obrigatório que a mulher faça um boletim de ocorrência e que tenha o exame de corpo delito para comprovar o fato, e isso inviabiliza: “quando a mulher procura o serviço de saúde para interromper a gravidez, ela está grávida e essa violência sexual aconteceu há 2 ou 3 meses atrás, e não há mais evidência no corpo e nenhuma violência”, esclarece.

“A gente sabe também, que setenta por cento das violências sexuais contra mulheres são de pessoas muito próximas e ela não se sente segura em denunciá-las”, diz.

Olímpio de Moraes Filho explica ainda o que tem sido feito para garantir assistência às mulheres na área de saúde, sobre os profissionais de saúde e dá sua opinião sobre a marcha das mulheres negras.

“Uma gravidez forçada por estupro, e ela sendo obrigada a levar é uma tortura para a mulher”, conclui.

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