Corregedora profere palestra para mulheres (TJMT – 14/03/2016)

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Uma homenagem e ao mesmo tempo um momento para reflexão, reconhecimento e valorização da mulher na sociedade. Assim foi a manhã de sábado (12 de março), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, durante palestras realizadas pelo 9º Batalhão da Polícia Militar em parceria com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher). O evento integra a Campanha “Justiça pela Paz em Casa” e contou com a participação da corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip.

Desembargadora fala da luta das mulheres por igualdade (Foto: Dani Cunha)

Desembargadora fala da luta das mulheres por igualdade (Foto: Dani Cunha)

Para uma platéia, composta por integrantes da Polícia Militar, lideranças comunitárias da região Sul da Capital, presidentes dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública, assistentes sociais e população dos bairros do Coxipó, a magistrada, explicou o porquê se comemora o dia da mulher e não do homem. Ela mesma contou que foi questionada, em tom de descontração, sobre o assunto ali no local pelo presidente do Conseg do Parque Cuiabá, seu “Pedrão”.

Ela informou que foi em decorrência do sacrifício de 130 mulheres, em 1857, que foram presas dentro de uma fábrica e queimadas vivas porque estavam reivindicando jornada menor de trabalho, igualdade salarial e valorização e respeito enquanto mulheres. “Qual é o papel da mulher na sociedade? Por que nós mulheres ainda temos uma dupla jornada de trabalho? Por que ainda se permite que haja uma divisão entre trabalho feminino, tarefas femininas e trabalhos masculinos?”, questionou a desembargadora.

Uma palestra que se transformou num bate papo, nas histórias de vivência onde a corregedora abordou as relações assimétricas de poder (mulher x homem) e os trabalhos domésticos que podem e devem sim ser divididos entre ambos. “Somos diferentes, mas não desiguais. É essa a mensagem que precisamos repassar. Precisamos ser valorizadas e que o Dia da Mulher seja uma data para pensarmos qual é o nosso papel enquanto mães, filhas, esposas, mas também no nosso papel enquanto mulheres na sociedade”.

Maria Erotides ressaltou a parceria com a Polícia Militar para a realização deste momento com a presença de tantas mulheres, uma vez que a corporação está presente em todos os setores e segmentos sociais. “A Polícia Militar é respeitada e faz um trabalho muito importante nos bairros, como no caso do 9º Batalhão”, frisou.

Além da reflexão sobre a data comemorada no mês de março, a magistrada salientou ainda a Campanha “Nossa Justa Causa” e destacou o trabalho da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro frente ao Cemulher, que conforme a própria corregedora enalteceu, tem feito um trabalho de peso que vai ficar na história do Poder Judiciário.

“A desembargadora Maria Aparecida tem trabalhado muito, ido às comarcas e essa campanha, lançada pelo Superior Tribunal Federal (STF), pela ministra Carmem Lúcia, Mato Grosso abraçou e com a parceria da CGJ-MT tem trazido resultados relevantes, não só para a solução das causas judiciais, mas também para a melhoria da sociedade, do reconhecimento humano, pela valorização da mulher dentro de casa e dentro da sociedade”.

A tenente-coronel Francyane, comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que este é um trabalho eminentemente preventivo, que aproxima a PM da população. “Convidamos as mulheres, conversamos, porque ter esse contato é muito importante para sabermos orientar e termos ciência do que elas realmente precisam na comunidade. Aproveitando o ensejo para comemorar o Dia da Mulher, estreitamos os laços tanto da Justiça quanto da Polícia Militar, ou seja, o poder público da sociedade, que é a nossa razão de ser”, discorreu.

Para a técnica do reordenamento do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Tijucal, Hulda Gomes, palestras como esta são muito importantes para atualização dos conhecimentos e também porque infelizmente muitas dessas informações não chegam às mulheres que estão nos bairros. “Nossa participação aqui é também para reproduzir tudo o que aprendemos para essas mães e pessoas em geral, para que elas saibam mais sobre seus direitos na sociedade em que vivem. Ouvir pessoas do patamar da desembargadora Maria Erotides, que é guerreira como nós é muito relevante, porque continua batalhando por melhorias. Ela é uma pessoa que já foi simples e agora promove essa oportunidade de conhecimento, que é o que necessitamos”, enfatizou.

A psicóloga Beatriz Bruehmueller também proferiu palestra e em homenagem às mulheres ali presentes um quarteto de policiais militares tocaram algumas canções, além de apresentação cultural com o grupo Flor Ribeirinha. Houve ainda sorteio de brindes e entrega de panfletos informativos da “Nossa Justa Causa”, do Cemulher, com perguntas e respostas sobre violência doméstica, bem como número de telefone da Ouvidoria do Poder Judiciário e também para denúncias. As participantes receberam um lindo marcador de livros em alusão ao dia 8 de Março.

Estiveram no evento o comandante Regional I, tenente-coronel PM Jorge Luiz, o coordenador do projeto Rede Cidadã, tenente-coronel Nivaldo José.

Dani Cunha/Fotos: Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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