CRAM realiza trabalho de acompanhamento e prevenção à violência contra mulheres (Pref. de Umuarama – 13/06/2016)

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A violência doméstica ainda é uma situação corriqueira e registra números expressivos de ocorrências no Município. A Prefeitura atenta à demanda, oferece às mulheres uma estrutura especial para apoiá-las e acompanhá-las neste momento delicado. O Centro de Referência em Assistência às Mulheres (CRAM), disponibiliza para as vítimas de violência, um serviço completo de atendimento psicológico e social.

Segundo a coordenação do CRAM, cerca de duas mulheres procuram o local diariamente, seja por encaminhamento judicial ou por demanda espontânea. “A procura aumentou de maneira significativa nos últimos tempos e acreditamos que isso esteja acontecendo porque as mulheres estão mais empoderadas e seguras para buscarem apoio”, destaca a coordenadora, Sandra Pinheiro.

Com a Delegacia como parceira, o CRAM está conseguindo atender de maneira significativa as mulheres agredidas. Isto porque, ao realizar o Boletim de Ocorrência, a vítima já é automaticamente encaminhada para a equipe do setor, que por sua vez, já inicia imediatamente o atendimento.

A equipe composta por duas psicólogas e uma assistente social, faz o trabalho de acolhimento da vítima, visitas domiciliares, encaminhamentos médicos e até inserção profissional. “As mulheres chegam muito fragilizadas para o acompanhamento. Nosso trabalho é dar base para a reconstrução de uma nova vida, por isso, buscamos apresentar novas perspectivas e auxiliá-las a romper os laços da dependência”, destaca Sandra.

Cada caso é avaliado de maneira diferenciada pela equipe. Ao chegar na estrutura, a vítima passa por um atendimento inicial e com base em cada situação, é estabelecido o formato de acompanhamento. Há mulheres que são atendidas em sessões com a psicóloga três vezes por semana. “Temos o cuidado de avaliar individualmente cada situação e estabelecer o atendimento conforme a gravidade dos casos, desde a frequência até o tempo de acompanhamento”, comenta a coordenadora.

Também são realizadas visitas domiciliares e até mesmo atendimentos psicológicos externos. Isto porque, o CRAM procura compreender e respeitar a realidade de cada mulher. “Há casos que as mulheres nos procuram mas não querem que seus companheiros saibam. Por isso, até que conseguimos proporcionar toda a segurança necessária para que ela se posicione, fazemos os atendimentos conforme a disponibilidade, seja no posto de saúde, em escolas ou em outros locais”, destaca Sandra.

Outra iniciativa adotada pela equipe é uma parceria com a Secretaria de Saúde para a realização de ações descentralizadas de acompanhamento médico. A pasta disponibilizou uma enfermeira para efetuar exames fora das unidades básicas de saúde, dessa forma, a equipe do CRAM realiza um planejamento de mulheres a serem atendidas e a profissional vai até a estrutura para realizar os procedimentos necessários, como exames ginecológicos.

CASOS

O CRAM atende vítimas com idade acima de 18 anos. Ao todo, são 139 mulheres em acompanhamento pela equipe, sendo que 85 delas, são idosas que sofrem em grande parte, por abandono ou exploração financeira.

Já nos casos das demais vítimas, a maioria se encaixa em mais de um tipo de violência, sendo as mais comuns a física e psicológica.

Entre os fatores que mais dificultam a identificação dos casos, está a dependência financeira da vítima, isolamento, omissão da população e vergonha. “Ainda há um pensamento que dificulta nosso trabalho, em especial, da população. Vemos muitas pessoas julgando, mas em alguns casos, a vítima está doente e precisa de acompanhamento e ajuda. Temos que desmitificar esse pensamento que ainda é machista, não nos omitirmos e denunciarmos”, destaca Sandra.

PREVENÇÃO

O CRAM passou a atuar na prevenção dos casos, aproximando o público feminino da estrutura. Uma parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer (SMEL), possibilitou a implantação de um núcleo de alongamento no setor, que já está atendendo 60 mulheres. A iniciativa busca a promoção da qualidade de vida e não é destinada para mulheres vítimas de violência. A ideia é tornar o CRAM um local de apoio e aconselhamento, fazendo com que as participantes da iniciativa, repassem a função do local para outras mulheres.

* Fotos do grupo de alongamento do Vida Ativa Melhor Idade no CRAM e da equipe de psicólogas e coordenadora do setor.

Roberta Garrido
Assessoria de Imprensa
Prefeitura de Umuarama

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