Dados alarmantes: 33 mulheres foram assassinadas este ano na PB; centro realiza campanha junina (Paraiba.com.br – 22/06/2013)

Os números da violência na Paraíba mostram que de janeiro a maio deste ano 33 mulheres foram assassinadas. Desse total, 17 delas vítimas de violência doméstica e outras 16 vítimas de envolvimento com o tráfico de drogas. Os dados, mapeados pelo Centro da Mulher 8 de Março mostram que outras 31 mulheres sofreram tentativas de homicídio, e outras nove foram vítimas de estupro.

Ainda de acordo com os dados de janeiro deste ano até o último dia 16 de junho, o Centro realizou 158 novos atendimentos a mulheres em situação de violência; um número um pouco maior que o total de todo o primeiro semestre de 2012, quando foram atendidas 155 mulheres. Nos cinco últimos anos de atuação, foram cerca de 1800 novos atendimentos.

Para alertar sobre o problema a Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres (Seppm), da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), iniciou nesta sexta-feira (21) uma campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres. A ação, denominada de “Arrasta-pé com Respeito à Mulher” e que vai se estender até o dia 29 contará com abordagem e adesivagem, no Ponto de Cem Réis, e se estenderá durante todo o período nos pólos onde estão sendo realizados os festejos nos bairros, Praça Rio Branco e Praça Dom Adauto.

“Vamos aproveitar esse período de festejos juninos, de muita festa e de alegria para também lembrar aos pessoenses e turistas o problema da violência que atinge às mulheres, principalmente a violência doméstica, que acontece em qualquer época do ano e que precisa ser combatida e enfrentada não só pelas mulheres, mas por toda a população”, reforça a secretária da Seppm, Socorro Borges.

“Infelizmente, a nossa Capital aparece em nível nacional com números ainda alarmantes de casos de mortes de mulheres vítimas principalmente dos próprios companheiros, maridos, namorados, enfim, vítimas da chamada agressão doméstica. Queremos chamar atenção para esse fato e lembrar que muitas mulheres continuam em situação de violência e que elas podem e devem procurar ajuda”, reforça a coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Seppm, Verônica Rodrigues.

Centro de Referência

A cidade de João Pessoa conta desde 2007 com o serviço do Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, que oferece apoio e orientação às mulheres que buscam ajuda para sair da situação de violência a partir do trabalho de uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogas, assistentes sociais, advogadas e arte-educadoras.

“Nosso trabalho é contribuir para que essas mulheres possam sair do ciclo de violência e viver outra realidade em suas vidas, como já vem acontecendo com muitas delas. Para isso, oferecemos apoio e orientação e, se for o caso, encaminhamos essas mulheres para outros serviços necessários”, completa a coordenadora do Centro, Liliane Oliveira.

Durante a campanha, equipes da Seepm irão fazer abordagens nos pontos do São João Pra Valer, distribuindo material informativo, divulgando o telefone gratuito do Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra e também do Instituto Cândida Vargas, nesse último caso para situações de violência sexual.

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