Dados de violação no país são debatidos em evento (A Tarde – 22/10/2015)

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A Fundação Perseu Abramo aponta que 11% das brasileiras, com até 15 anos, já foram vítimas de espancamento e que uma em cada cinco mulheres foram agredidas fisicamente pelo menos uma vez.

A pesquisa, divulgada em 2014, demonstra ainda que o marido ou companheiro é responsável por 56% dos espancamentos, 53% da ameaças com armas e 70% da destruição dos bens.

A 18ª Semana de Mobilização Científica da Ucsal será encerrada no sádado, em Salvador - Foto: Edilson Lima l Ag. A TARDE

A 18ª Semana de Mobilização Científica da Ucsal será encerrada no sádado, em Salvador (Foto: Edilson Lima/ Ag. A TARDE)

A violência contra a mulher é um dos tipos de violação aos direitos humanos mais comuns na Bahia, ao lado do genocídio da juventude negra e da falta de proteção à infância, segundo a professora Vanessa Cavalcanti, da Universidade Católica de Salvador (Ucsal): “Os dados são alarmantes, mas esboçam proposições que podem gerar políticas públicas e ações conscientizadoras para toda a sociedade”.

As informações foram debatidas na 18ª Semana de Mobilização Científica (Semoc), promovida pela Ucsal até este sábado, 24, com o objetivo de criar uma agenda de atividades destinada aos direitos humanos.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, José Menezes, a Semoc representa ganhos significativos para a sociedade, sobretudo no alerta para que instituições governamentais e não governamentais criem diretrizes para enfrentar o desrespeito aos direitos humanos.

“Com esse trabalho, a geração presente e as futuras poderão ter a sensibilidade de garantir as condições de civilização. Essa luta da Ucsal só é forte porque unimos forças, parceiros como o Ministério Público e o jornal A TARDE”, enfatiza.

Otimização

A promotora de justiça Márcia Teixeira acredita que o aporte acadêmico pode fundamentar, incentivar reflexão de determinados assuntos, além de possibilitar a utilização das informações adquiridas na academia, em investigações do MP-BA.

“Infelizmente, nem sempre os governos disponibilizam dados reais de alguns problemas. Quando especialistas estudam um assunto, em contato com os cidadãos, podem trazer informações que não acessamos. Essa parceria pode fortalecer nossa atuação e devolver à sociedade uma resposta positiva”, afirma Márcia.

Procurador-geral de justiça, Márcio Fahel diz que, para avançar na garantia dos direitos humanos, “é preciso muito trabalho e aperfeiçoamento, até porque os direitos estão em expansão, assim como as demandas sociais, e o aparato estatal ainda é insuficiente para corresponder”.
Para ele, o esforço conjunto garante contingente mínimo de direitos para “avançar nos que vão surgindo gradativamente e que precisam de enfrentamento e defesa”.

Jessica Sandes

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