Defensoria e CMPM implementarão ações para a Campanha do Laço Branco (Gov/PI – 24/06/2016)

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A Campanha é voltada para o público masculino no combate à violência contra a mulher.

A chefe de Gabinete da Defensoria Pública do Estado do Piauí, defensora pública Patrícia Ferreira Monte Feitosa, esteve reunida na sexta-feira (24) com a gerente de Defesa dos Direitos da Mulher da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres – CMPM, Valéria Miranda de Araújo, oportunidade em que trataram da elaboração de proposta de trabalho conjunto para a adesão da DPE-PI à Campanha do Laço Branco.

Defensora Patrícia Monte e Valéria Araújo discutem detalhes da parceria(Foto:Lázaro Lemos)

Defensora Patrícia Monte e Valéria Araújo discutem detalhes da parceria (Foto:Lázaro Lemos)

A Campanha Brasileira do Laço Branco é voltada para o público masculino e tem como objetivo sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. As atividades são desenvolvidas em consonância com os movimentos organizados de mulheres e outras representações sociais, que buscam promover a equidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

“Trata-se de uma parceria de grande importância para a Defensoria Pública que já desenvolve um trabalho de combate à violência contra a mulher. Conscientizar os homens em relação ao fim dessa violência, chamando-os a declararem publicamente o seu apoio contra esse tipo de prática, é também uma forma de educar em direitos, uma das vertentes de trabalho da Defensoria. A reunião foi bastante produtiva. Vamos elaborar um cronograma de ações para disseminar a campanha através da Defensoria”, afirma Patrícia Monte.

“Considero esse momento de extrema importância, ver a Defensoria se abrir para uma campanha como essa e possibilitar que Coordenadoria venha a somar esforços, juntamente com os defensores em uma iniciativa que já tem se mostrado muito eficaz. Fomos muito bem recebidos pela Patrícia Monte que se mostrou extremamente interessada em nos ajudar. Então foi muito positivo”, afirma Valéria Araújo, destacando ainda que a campanha já conta com vários parceiros, entre os quais o Tribunal de Justiça, a Semtcas e os Correios, que este ano irão institucionalizar o Laço Branco em todas as suas agências no país.

Como surgiu o Laço Branco

A Campanha surgiu a partir de um triste episódio. No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá, ordenou que os homens se retirassem e assassinou a tiros 14 mulheres gritando “você são todas feministas!?”. Em seguida, suicidou-se deixando uma carta na qual afirmava que havia tomado a atitude por não suportar a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso que, segundo ele, é tradicionalmente dirigido ao público masculino.

O crime mobilizou a opinião pública de todo o país. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.

Foi então lançada a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher. Nas duas últimas décadas, a Campanha já foi implementada em diferentes países No Brasil, o lançamento oficial foi realizado em 2001. A Campanha desenvolve diferentes atividades para envolver os homens nas ações pelo fim da violência sexista, para isso utiliza estratégias de comunicação em rede e sensibilizações comunitárias, sobretudo com jovens do sexo masculino. As ações acontecem em parceria com diferentes instituições, particularmente organizações do Movimento de Mulheres. As atividades são realizadas ao longo de todo ano, sempre objetivando o fim da violência contra as mulheres.

Ângela Ferry

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