Defensoria quer atenção especial para casos de violência doméstica nos circuitos (DPBA – 07/02/2016)

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Índice de agressões tem aumentado dentro dos circuitos

O aumento do número de casos de violência contra a mulher dentro dos circuitos do Carnaval de Salvador, praticada por maridos ou companheiros, foi apresentado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia na reunião de avaliação deste domingo, 7, no Comando Geral da Polícia Militar. O defensor público Maurício Saporito, que apresentou o balanço do sábado no encontro diário, alertou a Polícia Civil para a necessidade de os casos serem atendidos por equipe especial, com enquadramento na Lei Maria da Penha.

Acesse no site de origem: Aumento da violência contra mulher chama atenção (Folha do Estado – 08/02/2016)

De acordo com Saporito, que está na coordenação do plantão penal da Defensoria, pelo menos dois casos chegaram à DPE, um deles com a vítima apresentando lesão corporal. Elas foram procurar a Defensoria para saber se os flagrantes dos agressores já tinham chegado lá, intercedente pelos mesmos. Como neste plantão está sendo disponibilizado o serviço de uma assistente social, as duas mulheres foram ouvidas e orientadas sobre o ciclo de violência que estão vivendo.

“Antes os casos de violência doméstica no Carnaval aconteciam quando os maridos chegavam em casa embriagados e agrediam as mulheres. Hoje estão acontecendo dentro do circuito. Só que dentro do circuito os agressores são autuados na parte penal e as mulheres ficam sem encaminhamento para a rede de proteção”, critica o defensor público, sugerindo que a rede possa atuar também dentro dos circuitos.

O delegado-chefe da Polícia Civil, Bernardino Brito, informou que foi alinhado que cada unidade do circuito teria um policial para o atendimento inicial e avaliação da circunstância em que ocorreu o fato. “Se houver uma gravidade maior e que no posto não puder ser atendido com a especialidade devida, seria encaminhada para a especializada da área no bairro”, explicou Bernardino, acrescentando que vai verificar o que aconteceu neste caso específico.

Por Vanda Amorim DRT/PE 1339 

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