Delegacia de Feminícidio no PI passará a investigar vingança pornográfica (Cidade Verde – 01/06/2015)

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A vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, relembrou o caso das quatro garota violentadas em Castelo do Piauí e disse que o Governo do Estado tem avançado no combate ao Feminicídio. A gestora ressalta que em 2015 foram registrados mais de 20 casos e que somente as leis já existentes não são suficientes para resolver todas as questões.

“Há uma dificuldade na aplicação das leis. Temos, por exemplo, a Lei Maria da Penha e não conseguimos cumprir tudo o que ela prevê. A questão do Feminicídio é mais grave porque tem toda uma questão cultural, que coloca a mulher em segundo plano, como oprimida e em situação de extrema desvantagem na sociedade. Há um espaço reservado à mulher e se ela não se adequa as condições, ela está passível de agressões físicas e morais e até de morte”, disse Coelho.

Entre as políticas de combate ao Feminicídio, a vice-governadora destaca políticas de pro-equidade de gênero em todos os setores, a criação da Delegacia de Feminicídio ( a primeira do país) e que passará a ter como foco também crimes de vingança pornográfica. A gestora disse que esse último crime tem crescido no Estado e citou o caso da prefeita de Pedro II, Neuma Café, que tem sido vítima de agressões via internet.

“Combatemos o Feminicídio a partir da Secretaria de Educação e Segurança Pública, a questão da saúde, o empreendorismo da mulher, fortalecendo as cadeias produtivas de amparo as mulheres e até nas operações financeiras que o Estado tem firmado com o Banco Mundial tem sido feito um recorte de gênero. Tudo isso ainda está no planejamento. As operações financeiras que estamos negociando com o Banco Mundial, por exemplo, têm um recorte de gênero, no sentido de que esses investimentos que virão para o Piauí privilegiem as mulheres e fortaleça as cadeias produtivas”, reitera.

Política

Em entrevista ao Notícia da Manhã, desta segunda-feira (01), Margarete Coelho também citou a questão da unificação das eleições propostas na reforma política e se declarou contra a proposta.

“Embora seja consenso no meio político, eu como estudiosa tenho gravíssimas restrições. Acho que não é bom tirar o povo da rua por cinco anos, uma vez que a unificação pressupõe um mandato maior. Tirar o povo da rua por tanto impede a chegada dos jovens e mulheres nas políticas, enfraquece o debate político e a oposição. Isso não é bom para a democracia. Quanto mais se vota, se treina mais e tudo aquilo que você treina mais, você faz melhor”, destacou.

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