Delegacias de Bangu e Campo Grande vão aderir ao Projeto Violeta (TJRJ – 30/11/2016)

As delegacias das regiões de Bangu e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, vão aderir ao Projeto Violeta. A juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Adriana Ramos de Mello, coordenou, nesta quarta-feira, dia 30, o encontro dos juízes do II e IV Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher com os delegados dos bairros para concentrar esforços contra crimes como feminicídio. O objetivo da reunião foi debater o Projeto Violeta para os novos titulares das delegacias da Zona Oeste.

“Esse evento é uma das ações da campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’ e serviu para intensificar as iniciativas entre delegados e magistrados”, destacou a juíza Adriana.

Para o juiz auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ/RJ), Aroldo Gonçalves Pereira Junior, a extensão do Projeto Violeta na Zona Oeste cumpre mais uma etapa, visando a ampliação das ações do projeto em todo o Rio.

“Essa reunião é um desdobramento de um projeto piloto que desenvolvemos com os I e V Juizado de Violência Doméstica da Capital para o recebimento das medidas protetivas via distribuidor, por email, a fim de otimizar as rotinas, economizar tempo, papel. Agora estamos ampliando o trabalho para os II e IV Juizados, onde há registros de muitos casos de violência doméstica. Nosso objetivo é estender para todo o estado em um curto prazo”, disse o juiz auxiliar da Corregedoria.

Já o juiz Flávio Quaresma destacou a importância do encontro para que as medidas protetivas à mulher vítima de violência doméstica se tornem cada vez mais efetivas.

“Encontros como esse são muito importantes para que a gente possa se acertar, tanto no encaminhamento da mulher vítima de violência doméstica quanto à atuação do Tribunal de Justiça na obtenção de resultados práticos, afastando a mulher da situação de risco”, considerou.

A juíza Rachel Assad da Cunha considera fundamental a aproximação do Poder Judiciário com a Polícia Civil com o objetivo de agilizar o atendimento às mulheres.

“A reunião de hoje contribui bastante para a aproximação entre as delegacias e o Poder Judiciário, facilitando essa comunicação, no sentido de agilizar o atendimento às mulheres”, avaliou a juíza.

Participaram do encontro o juiz Flavio Silveira Quaresma, titular do II Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher; a juíza Rachel Assad da Cunha, em auxílio no IV Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher; o juiz Aroldo Gonçalves Pereira Júnior, juiz auxiliar da Corregedoria da Justiça (CGJ/RJ); o diretor do Departamento de Distribuição do TJRJ, Carlos André Fernandes Corrêa; a delegada da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, Márcia Noeli Barreto, além de representantes das equipes do TJRJ e da Polícia Civil.

Projeto Violeta

Idealizado pela juíza Adriana Ramos de Mello, o Projeto Violeta tem como objetivo garantir a segurança e a proteção máxima das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, acelerando o acesso à Justiça daquelas que estão com sua integridade física e até mesmo com a vida em risco. Todo o processo deve ser concluído em poucas horas: a vítima registra o caso na delegacia, que o encaminha de imediato para apreciação do juiz. Depois de ser ouvida e orientada por uma equipe multidisciplinar do Juizado, ela sai com uma decisão judicial em mãos.

JM/FB

Foto: Brunno Dantas/TJRJ

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