Delegada diz que mulher agressora revida violência conjugal (Meio Norte – 17/019/2012)

Ela, o policial militar major Soares e a professora Dulce Silva vieram ao ‘Agora’ falar sobre casos em que a violência parta da mulher

“Síndrome da mulher agredida”. É como a delegada Vilma Alves chama o rompante de raiva que a mulher que sofre com violência conjugal diariamente sente, e que muitas vezes pode terminar em tragédia. Ela, o policial militar major Soares, comandante da companhia do bairro Promorar e a pesquisadora de gênero, a professora Dulce Silva estiveram no programa Agora, da Rede Meio Norte, para tratar do assunto: e quando a violência parte da mulher para o homem?

Na noite de ontem, no bairro Promorar, uma briga conjugal terminou com a esposa desferindo uma facada no peito do marido. Quando o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou ao local, a vítima já havia falecido. Segundo os vizinhos, as discussões eram frequentes e o marido chegou a agredir a esposa, diversas vezes. O major Soares disse que a companhia recebe chamados de violência conjugal diariamente na área. “Neste caso, não tivemos como chegar a tempo para evitar o que aconteceu”, disse ele. O policial falou que são raros os casos em que ocorre o uso de armas, mesmo que brancas. “Geralmente, a violência parte do homem, e de mãos vazias”.

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Para a delegada Vilma Alves, deve-se avaliar o conflito conjugal com cuidado. Ela explicou que o acúmulo de ameaças de violência diárias que algumas mulheres sofrem, somado com o período pré-menstrual, em que a mulher está mais agitada, pode culminar em casos como esse. “Não é querendo ser a defensora das mulheres, mas é preciso saber o motivo. São muito raros casos em que a mulher mata o marido”, disse ela. Segundo a delegada, a psicologia chama esses casos de “Síndrome da mulher espancada”.

A professora Dulce Silva disse que em 98,2% dos casos de violência doméstica é o homem quem agride a mulher, e que quando acontece o contrário, em geral a mulher está se defendendo: “Ela reage quando já não suporta mais”, disse. “Não é querendo romantizar, dizer que as mulheres são modelos de santidade. Não negamos que existem mulheres que ‘infernizam’ a vida do homem. Mas há muito mais homens que infernizam a vida das mulheres”, completou.

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