Denúncias de violência contra mulher aumentam 40% em MS (Diário Digital – 28/08/2015)

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De 1º de janeiro a 15 de agosto de 2015 foram 4.338 casos, segundo a DEAM

O número de denúncias de violências cometidas contra mulheres aumentou 40% este ano em Mato Grosso do Sul. De 1º de janeiro a 15 de agosto de 2015 foram 4.338 casos, segundo dados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). De acordo com a delegada titular da DEAM, Rosely Molina, em média, mais de 700 homens são presos por ano em Mato Grosso do Sul.

“O trabalho da nossa delegacia existe há 30 anos. Atendemos de 80 a 120 mulheres por dia. Não pode deixar de denunciar e a sociedade tem que se unir, denuncie anonimamente, se for o caso. Precisamos rever conceitos para evitar mortes. Com as denúncias e medidas protetivas estamos avançando”, explicou a delegada na Assembleia Legislativa, durante audiência pública em comemoração aos nove anos da criação da Lei Maria da Penha (11.340/2006), nesta quinta-feira, 27 de agosto.

O evento foi proposto pela deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB). “Toda mulher tem direito de ser livre, de tomar suas decisões, de querer garantir a criação dos filhos em paz e com segurança. Esta lei veio para que os crimes não ficassem impunes e temos que comemorar”, afirmou a deputada.

Em Campo Grande foi criada pelo Governo Federal, em parceria com Estado e município, a primeira Casa da Mulher Brasileira que integra no mesmo espaço serviços especializados no combate à violência contra a mulher. Além de abrigar a DEAM, há defensores públicos, Ministério Público, apoio psicossocial, alojamento, Juizado Especial, central de transportes, brinquedoteca e apoio na autonomia econômica às vítimas de violência.

Segundo a promotora do Ministério Público Estadual, da Vara de Violência Doméstica, Ana Lara Camargo de Castro, o maior mérito da Lei Maria da Penha é trazer à tona as desigualdades de gênero no país. “Precisamos de uma transformação de mentalidades. Temos que entender que o combate é uma questão de Direitos Humanos. É preciso sensibilizar as pessoas que prestam atendimento à essa mulher e entender que às vezes demora para procurar ajuda”, elucida.

Também estiveram presentes na audiência a deputada estadual Grazielle Machado (PR), a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, representantes da Defensoria Pública, da Câmara de Campo Grande, do movimento de mulheres negras, indígenas e LGBT pedindo políticas específicas e grupos coletivos de mulheres que promovem o bem estar social e o empoderamento das mesmas.

Serviço – A Casa da Mulher Brasileira fica na Rua Brasília, lote 10ª, quadra 2, Jardim Imá, Campo Grande (MS). Denúncias em todo o país podem ser feitas pelo 180. Em Mato Grosso do Sul pelo (67) 3384-1149 (DEAM).

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