Denúncias de violência contra mulher improcedentes prejudicam polícia (G1 – 18/08/2014)

A Central de Atendimento à Mulher, que recebe denúncias de violência por meio do 180, registra, em média, 1.600 ligações por dia, segundo a Secretaria de Políticas para as Mulher (SPM). Porém mais de 45% delas são consideradas improcedentes. Na região de Presidente Prudente, em 2013, foram registradas 214 denúncias. Contudo, 30% foram classificadas como inválidas.

Segundo a delegada Daniela Marrey Sanches, isso se deve ao tipo de ligações recebidas, que são consideradas inconsistentes, o que dificulta o trabalho dos policiais. “Até provarmos que esta denúncia não é válida, diversas diligências são deflagradas.  Isso atrasa o trabalho de todos os envolvidos, fazendo com que outros casos sejam retardados”, afirma Sanches.

Segundo dados da Delegacia da Mulher, 613 boletins de ocorrência foram registrados referentes à violência contra o sexo feminino, de janeiro a julho de 2013. Porém, apenas 595 viraram inquéritos. No mesmo período deste ano, já foram computados 664 registro policiais, sendo que 497 se tornaram investigações.

Mesmo com os dados, a orientação é para que as mulheres façam a denúncia e procurem auxílio. “Existem vários órgãos que estão amparados para atuar em cada tipo de situação, garantindo o anonimato da pessoa. Por isso, ao recebermos a informação de violência sexual, moral ou patrimonial, vamos investigar para que soluções sejam tomadas o mais rápido possível”, relata Sanches.

A mãe de uma criança de 10 anos, que não quis ser identificada, conta o drama que viveu com a filha. A menina foi abusada sexualmente pelo pai da babá, enquanto ela trabalhava em uma padaria. “Logo que eu fiquei sabendo desse crime, eu já procurei a delegacia para receber orientação sobre o que fazer”, relata a mãe.

Conforme a Delegacia da Mulher, a maioria dos casos denunciados se refere ao abuso sexual e maus tratos contra mulheres. Para pedir ajuda à polícia, a vítima deve telefonar para o 180.

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