DF conhece resultados da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande (SPM – 23/04/2015)

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A experiência da Casa da Mulher Brasileira (CMB) de Campo Grande (MS) foi apresentada nesta quarta-feira (22/04), em Brasília, durante reunião no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com a presença de dirigentes da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Governo do Distrito Federal (Semidh/DF).

Troca de informações é importante para a implantação da unidade local (Foto: Divulgação Semidh/DF)

Troca de informações é importante para a implantação da unidade local (Foto: Divulgação Semidh/DF)

Inaugurada em fevereiro deste ano, a unidade atendeu, nos primeiros 60 dias de funcionamento, uma mulher por hora, em média. O relato foi feito pela secretária municipal de Campo Grande, Liz Derzi. Segundo ela, no mesmo período, 1.427 mulheres receberam mais de 4 mil atendimentos, uma média de três por pessoa, já que a Casa possui, além de delegacia policial para registro de ocorrência, assistência psicossocial e orientações sobre qualificação profissional, entre outros serviços.

“Só na noite passada, tivemos sete flagrantes. E no último fim de semana, atendemos 78 mulheres. É muito, mas está sendo uma experiência apaixonante. Não tenho dúvida de que esse é um dos maiores projetos de direitos humanos do Brasil”, disse Liz.

Campo Grande é a primeira cidade do País a ter uma unidade da Casa da Mulher Brasileira. O projeto faz parte do Programa Mulher, Viver sem Violência da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR). A do Distrito Federal será a segunda a ser aberta.

Acompanhada da coordenadora da CMB de Campo Grande, Heloísa Castro Serro, a secretária municipal falou sobre os desafios enfrentados nos primeiros meses. “O atendimento integrado e humanizado é, ao mesmo tempo, o maior trunfo e o maior desafio”, afirmou ela. “Integração é a palavra-chave, é o que tem dado certo porque todas as instituições não estão apenas dentro da Casa, elas abraçaram a causa. Não tem sido um mar de rosas, mas temos conseguido resolver todos os problemas que surgem”, reforçou a secretária.

A secretária da Semidh, Marise Nogueira, a subsecretária-adjunta de Políticas para as Mulheres, Cleide Lemos, a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Myllena Calazans, e o promotor Thiago Pierobom, do Núcleo Pró-Gênero, do MPDFT, acompanharam o relato e, depois, trocaram informações com as gestoras de Campo Grande.

Das questões mais simples e operacionais às mais complexas, o debate abordou pontos-chave para o sucesso do trabalho, como construir indicadores sobre a violência contra a mulher; a transversalidade de gêneros; a diversidade do quadro de pessoal; a promoção da igualdade racial; a flexibilização de regras para bem atender casos singulares; e a importância de uma boa recepção.

O que é – A Casa da Mulher Brasileira é realizada em parceria com os estados e o DF. O governo federal constrói as unidades e os parceiros fazem a gestão. No DF, a Semidh é quem ficará responsável pelo gerenciamento da CMB.

No local, serão oferecidos todos os serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência – delegacia policial, promotoria de gênero, defensoria pública, vara de gênero, assistência psicossocial e até orientações sobre qualificação profissional.

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