DF registra 6,9 mil casos de violência contra a mulher no primeiro semestre (G1 – 27/08/2015)

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Média é de 38 ocorrências por dia; Ceilândia e Planaltina lideram casos. Crimes mais comuns são ameaça, injúria, confronto físico e lesão corporal.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal registrou 6.938 ocorrências de violência doméstica na capital no primeiro semestre de 2015 – uma média de 38 casos por dia. Segundo a pasta, a maior parte dos agressores é formada pelos próprios namorados, maridos ou companheiros das vítimas.

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Os dados apontam que 69% dos crimes se concentram em dez regiões. As áreas com mais denúncias são Ceilândia, com 17%; Planaltina, 9,3%; Gama, 6,7%; Samambaia, 6,4% e Recanto das Emas, com índice de 6,4%.

Os crimes mais comuns são ameaça (30,58%); injúria (27,5%), confronto físico (9,10%); lesão corporal (8,26%) e lesão corporal dolosa (6,83%). A pesquisa também mostra que a situação piora aos finais de semana. A violência ocorre principalmente aos sábados e domingos, entre 18h e 21h. Aos sábados, o índice é de 20,1% e aos domingos, 18%.

“Isso demonstra que a violência doméstica ainda é um problema que precisa ser priorizado pelos governos, incorporado pela sociedade como um todo, como uma violação de direitos humanos”, diz a secretária de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, Marise Nogueira.

O DF tem quatro centros especializados de atendimento às mulheres que oferecem apoio psciológico e jurídico para as vítimas. Eles ficam na estação do Metrô da 102 Sul, na 601 Norte, em Ceilândia e em Planaltina.

Xingamentos, ameaças e gritos também podem ser enquadrados na lei Maria da Penha. Durante dez anos, uma auxiliar de enfermagem de 47 anos, que não quis se identificar, diz ter vivido sob pressão psicológica do companheiro. Ela afirma que denunciou o homem e que não se arrepende.

“Antigamente eu era boba, hoje eu não sou mais boba. Se ele fala uma coisa, eu não vou para o quarto chorar, não. Eu converso cara a cara, olhando olho no olho. Se ele pode, eu também posso.”

Uma auxiliar de serviços gerais, que também pediu para não ser identificada, afirma que sofreu com a violência do marido durante oito anos. Ela denunciou o caso e ele ficou preso por quatro anos. Na saída, eles reataram, voltaram a morar juntos e hoje ela diz ter uma visão diferente sobre o relacionamento.

“Eu coloquei uma coisa na minha cabeça. A gente não tem que viver apanhando, nem com medo. A gente tem que ter coragem, força, garra para a gente prosseguir, ir em frente, e não para trás”, diz ela.

Para denunciar violência doméstica no DF o telefone é 156, opção 6, ou no telefone 180, da Secetaria de Políticas para Mulheres do governo federal.

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