DPU participa do II Simpósio para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (DPU – 26/10/2012)

O II Simpósio Internacional para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em São Paulo, na quinta-feira (25), contou com a participação de representantes da Defensoria Pública da União (DPU). A sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região abrigou o evento.

A iniciativa teve como foco o aperfeiçoamento de magistrados, defensores públicos e membros do Ministério Público, além de outros diretamente envolvidos no combate a esse tipo de crime. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas é uma das atividades criminosas mais lucrativas atualmente, pois movimenta 32 bilhões de dólares por ano e faz 2,5 milhões de vítimas.

Por ser um problema já registrado em vários países do mundo, o Brasil atua no sentido de efetivar uma política voltada ao enfrentamento das reconhecidas formas de tráfico de pessoas para fins de exploração, que pode ocorrer na forma de serviços, abuso sexual, trabalho servil, remoção de órgãos, tecidos ou partes do corpo.

O subdefensor público-geral federal Afonso Carlos Roberto do Prado participou do painel aberto que tratava especificamente do trabalho escravo. Em sua palestra, ele enfatizou que a DPU oferece meios para colaborar nessa rede de enfrentamento. “A Defensoria Pública da União tem 60 unidades espalhadas pelo Brasil. As vítimas podem procurar uma delas para que sejam encaminhadas à rede de atendimento de ação social, saúde e reintegração”, disse.

Afonso do Prado ressaltou ainda que “é preciso ter sensibilidade para perceber que se trata de uma vítima de tráfico, já que por medo e vergonha a pessoa por vezes esconde o que realmente está acontecendo”.

O defensor federal Marcus Vinicius Rodrigues Lima, titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva em São Paulo, ao manifestar-se apresentou, na prática, como tem ocorrido a ação da DPU/SP no combate ao trabalho escravo, especificamente no caso das oficinas que exploram mão de obra boliviana.

Segundo dados divulgados pela Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Undoc), 475 brasileiros foram vítimas do tráfico de pessoas em seis anos.

Assessoria de Imprensa
Defensoria Pública da União

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